Anotações ao longo do caminho. Yoga, Yogaterapia, Acupuntura, Cinesiologia, Florais, Autoconhecimento, Radiestesia, Radiônica e muitas outras ferramentas.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Um ano...
No ano passado, nessa época do ano, eu estava de malas prontas para a Índia. Embarcamos no dia 25 de dezembro, logo após o almoço de Natal.
Foi um mês de muito aprendizado, de muitos encontros, de muitas descobertas...
Em alguns momentos tudo parecia um sonho. Era difícil acreditar estar em um lugar tão diferente, tão rico em cores, sabores, exageros, riqueza, pobreza...e tudo o que acontecia parecia perfeito demais para ser verdade!
Uma experiência única e que agradeço de todo o coração!
Namastê.
(Foto: os macacos de Rishikesh, sempre de olho nas nossas sacolinhas em busca de algum alimento...)
domingo, 19 de dezembro de 2010
O melhor presente
Um presente que pode mudar a sua vida...
(Legendas em português, selecione nos subtitles)
(Legendas em português, selecione nos subtitles)
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Livro: " O Coração do Yoga"
Este é outro livro que recomendo para os alunos que querem criar e aperfeiçoar a sua própria prática pessoal.
O autor do livro, Desikachar, é filho de um grande mestre de yoga: Sri Krishnamacharya.
O livro serve com um guia de yoga, com muitas informações sobre a teoria e prática do Yoga numa linguagem bem acessível a todos.
"Não é a pessoa quem deve se adaptar ao yoga, mas a prática do yoga que deve ser moldada para servir a cada pessoa."
" No Yoga, não estamos criando algo para os outros assistirem. Quando fazemos vários ásanas, observamos o que estamos fazendo e como estamos fazendo. Fazemos apenas para nós mesmos. O praticante é o observador e o objeto de observação ao mesmo tempo. Se não prestarmos atenção em nós mesmos na nossa prática, não podemos chamá-la de yoga."
Sri Krishnamacharya
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Como produzir mais no local de trabalho (video em inglês)
Muito interessante a idéia das tardes (toda quinta-feira) em silêncio...
sábado, 11 de dezembro de 2010
Contentamento e Felicidade
Compartilho com vocês esse lindo texto escrito pelo professor de Yoga Marcos Rojo, coordenador do curso de pós graduação de Yoga da FMU. No final tem uma historinha sobre a felicidade que foi contada pelo Swami Anubhavananda (www.behappyinc.org), um convidado indiano muito querido que participou do recente Congresso de Yoga na USP.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Yoga e o Corpo
Entrevista do prof. Hermógenes: emocionante e inspiradora. Para você tentar compreender o verdadeiro significado do Yoga.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Biblioteca iogue
Neste final de ano tenho indicado vários livros para os alunos que gostam de ler e queiram aprofundar seus estudos nas férias.
Como prometi, aqui estão eles, listados e linkados:

Como prometi, aqui estão eles, listados e linkados:

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O caminho do Yoga
Há quem acredite que o Yoga seja apenas uma prática física, com exercícios (de contorcionismo!), muita força e equilíbrio. Mas os ásanas, que são as posturas físicas, correspondem a apenas um dos oito passos sistematizados por Patânjali.
O Yoga é um caminho de auto-conhecimento e auto-disciplina onde na verdade caminhamos em direção a nós mesmos, voltamos à nossa verdadeira essência.
Vivemos num mundo onde a tendência é nos afastarmos cada vez mais de nossa essência, pois somos influenciados por vários padrões impostos pela sociedade em que vivemos, e que nos rotula de várias maneiras, fazendo até com que esqueçamos quem realmente somos.
Somos julgados pela forma como agimos, como nos vestimos, pelo carro ou qualquer outro bem que possuímos, ou seja, importa mais a aparência do que a essência do indivíduo. Quantos são julgados erroneamente pela aparência ou pelos bens que possui...
O Yoga vai ensinar justamente o contrário. Vamos nos libertando de todos esses rótulos e limitações impostas pela sociedade e descobrindo valores realmente importantes e essenciais.
Mudamos a maneira de nos enxergar e de enxergar o mundo, as pessoas, as situações...
Seja bem vindo ao caminho do Yoga!
O Yoga é um caminho de auto-conhecimento e auto-disciplina onde na verdade caminhamos em direção a nós mesmos, voltamos à nossa verdadeira essência.
Vivemos num mundo onde a tendência é nos afastarmos cada vez mais de nossa essência, pois somos influenciados por vários padrões impostos pela sociedade em que vivemos, e que nos rotula de várias maneiras, fazendo até com que esqueçamos quem realmente somos.
Somos julgados pela forma como agimos, como nos vestimos, pelo carro ou qualquer outro bem que possuímos, ou seja, importa mais a aparência do que a essência do indivíduo. Quantos são julgados erroneamente pela aparência ou pelos bens que possui...
O Yoga vai ensinar justamente o contrário. Vamos nos libertando de todos esses rótulos e limitações impostas pela sociedade e descobrindo valores realmente importantes e essenciais.
Mudamos a maneira de nos enxergar e de enxergar o mundo, as pessoas, as situações...
Seja bem vindo ao caminho do Yoga!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Se...
Se, ao final desta existência,
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar;
Se eu me debater aflito
No conflito, na discórdia...
Se ainda ocultar verdades
Para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas...
Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui
Possuir, fazer, dizer e mesmo ser...
Se eu retiver um pouco mais
Do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo...
Se algum ressentimento,
Algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar,
E, mais ainda,
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou...
Se continuar a mediocremente
Denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave
Em meu próprio...
Se seguir protestando
Reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço para mudar eu...
Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia
Para a minha ainda imperiosa angústia...
Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende...
Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim...
Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
Grosseiros e frágeis
Que o mundo empresta,
E eu neles ainda acredito...
Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando
Adquirir,
Multiplicar,
E reter
Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz...
Se, ainda presa do grande embuste,
Insistir e persistir iludido
Com a importância que me dou...
Se, ao fim de meus dias,
Continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo, que,
Dentro de mim,
Eu Sou,
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos,
Os talentos que a Vida
A todos confia,
E serei um fraco a mais,
Um traidor da própria vida,
Da Vida que investe em mim,
Que de mim espera
E que se vê frustrada
Diante de meu fim.
Se tudo isto acontecer
Terei parasitado a Vida
E inutilmente ocupado
O tempo
E o espaço
De Deus.
Terei meramente sido vencido
Pelo fim,
Sem ter atingido a Meta.
Prof. Hermógenes
http://www.profhermogenes.com.br/site/
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar;
Se eu me debater aflito
No conflito, na discórdia...
Se ainda ocultar verdades
Para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas...
Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui
Possuir, fazer, dizer e mesmo ser...
Se eu retiver um pouco mais
Do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo...
Se algum ressentimento,
Algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar,
E, mais ainda,
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou...
Se continuar a mediocremente
Denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave
Em meu próprio...
Se seguir protestando
Reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço para mudar eu...
Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia
Para a minha ainda imperiosa angústia...
Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende...
Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim...
Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
Grosseiros e frágeis
Que o mundo empresta,
E eu neles ainda acredito...
Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando
Adquirir,
Multiplicar,
E reter
Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz...
Se, ainda presa do grande embuste,
Insistir e persistir iludido
Com a importância que me dou...
Se, ao fim de meus dias,
Continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo, que,
Dentro de mim,
Eu Sou,
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos,
Os talentos que a Vida
A todos confia,
E serei um fraco a mais,
Um traidor da própria vida,
Da Vida que investe em mim,
Que de mim espera
E que se vê frustrada
Diante de meu fim.
Se tudo isto acontecer
Terei parasitado a Vida
E inutilmente ocupado
O tempo
E o espaço
De Deus.
Terei meramente sido vencido
Pelo fim,
Sem ter atingido a Meta.
Prof. Hermógenes
http://www.profhermogenes.com.br/site/
terça-feira, 30 de novembro de 2010
A busca pelo equilíbrio
Quando estamos equilibrados, estamos em harmonia. Diante dessa neutralidade conseguimos então nos perceber melhor.
Mas é muito mais comum estarmos em desequilíbrio, o que nos leva a um estado de agitação ou de estagnação que acaba afetando a nossa atenção.
Precisamos cultivar o estado de atenção plena e assim detectar o menor sinal de instabilidade.
Esse equilíbrio pode ser obtido de várias formas, ou pela combinação de todas elas:
É importante acalmar a agitação desnecessária que origina o estresse e o esgotamento físico e nervoso, ao mesmo tempo que se faz necessário ter energia para executar as tarefas diárias.
A alimentação também precisa ser balanceada, fornecendo os nutrientes que nosso corpo necessita para se manter e se renovar. Não devemos comer demais e nem de menos.
E até mesmo o equilíbrio físico é necessário, para que nossos movimentos e deslocamentos sejam seguros e precisos.
Com o corpo e mente em harmonia conseguimos realizar muito mais do que quando estamos desequilibrados.
Portanto, procure estabelecer esse estado tranquilo e equilibrado em todas as áreas de sua vida: nas suas atitudes, nos seus sentimentos, no seu corpo e na sua mente.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Yogarave Brasil Novembro 2010
Uma "balada zen"... da organização Arte de Viver.
Mais detalhes aqui: http://www.yogarave.com.br/
OBS: Eu não vou pois é aniversário do meu filho...quem sabe na próxima?!
Flexibilidade
O segredo para melhorar a flexibilidade dos músculos e articulações está no relaxamento e não no uso da força. É preciso trabalhar com suavidade para evitar gerar mais tensão e ocasionar lesões e dores desnecessárias.
É preciso antes de mais nada aprender a relaxar a mente, pois grande parte das tensões físicas se originam nas tensões e bloqueios mentais e emocionais.
Existem várias técnicas de relaxamento e meditação que podem ser utilizadas para este fim. No yoga procuramos trabalhar juntamente o corpo físico e a mente, pois estão intimamente relacionados.
Quanto maior o relaxamento, maior a flexibilidade. Durante a expiração o nosso corpo tende a relaxar, e é nesse momento que procuramos avançar no movimento, sem fazer força, apenas relaxando cada vez mais.
Enquanto houver muita tensão e encurtamento muscular podemos utilizar acessórios e adaptações para conseguir a estabilidade e o conforto da postura.
É preciso antes de mais nada aprender a relaxar a mente, pois grande parte das tensões físicas se originam nas tensões e bloqueios mentais e emocionais.
Existem várias técnicas de relaxamento e meditação que podem ser utilizadas para este fim. No yoga procuramos trabalhar juntamente o corpo físico e a mente, pois estão intimamente relacionados.
Quanto maior o relaxamento, maior a flexibilidade. Durante a expiração o nosso corpo tende a relaxar, e é nesse momento que procuramos avançar no movimento, sem fazer força, apenas relaxando cada vez mais.
Paschimottanasana - Postura da Pinça ou do Alongamento Posterior
Enquanto houver muita tensão e encurtamento muscular podemos utilizar acessórios e adaptações para conseguir a estabilidade e o conforto da postura.
Pode utilizar um cinto ou toalha
Ou utilizar blocos
Também pode se apoiar num bolster ou travesseiro
Ou utilizar um apoio mais alto como uma cadeira.
Durante a sua prática preocupe-se mais em COMO você está executando do que com o ONDE você quer chegar.
Não importa que você não consiga segurar os pés durante uma postura de flexão, mas procure relaxar cada vez mais até que a postura fique estável e confortável, respeitando seus limites e conhecendo melhor seu próprio corpo.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Cuide de seus olhos
Você que está aí sentado em frente a este computador vai reservar alguns minutinhos para relaxar e cuidar dos seus olhos.
Primeiramente preste atenção na sua respiração. Inspire e expire lentamente, vá relaxando seus ombros e endireitando sua postura.
Agora que está bem sentado, friccione suas palmas das mãos, aquecendo bem e então cubra seus olhos, não deixando entrar nenhuma luminosidade. É importante que não pressione o globo ocular com as mãos, apenas deixe seus olhos na penumbra. Procure relaxar a musculatura dos olhos e deixe as pálpebras fechadas e relaxadas.
Durante esses minutinhos, preste atenção na sua respiração. Procure espalhar essa sensação de relaxamento por todo seu corpo. Mergulhe nessa escuridão, relaxe seu corpo, tranquilize sua mente.
Essa é uma técnica que se chama 'palming', e que você pode utilizar nos intervalos de seu dia, em pequenas pausas durante o seu expediente. É muito importante você dar esse tempo para sua saúde. Você pode começar fazendo por 5 minutinhos, mas o ideal é que você faça pelo menos 20 minutos ao menos uma vez ao dia.
A seguir ensinarei uma técnica de purificação do Yoga chamada Trataka.
Trataka
Trataka, que significa 'olhar fixamente', é considerado um kriya, uma técnica de limpeza psicofísica.
Costuma-se usar uma vela acesa a uma distância de no máximo 1 metro, onde fixamos o olhar na chama, sem piscar, até lacrimejar. Mas podemos usar qualquer objeto ou até mesmo o próprio polegar de uma das mãos com o braço estendido à frente.
O Trataka oferece inumeros beneficios a saúde ocular, e também é um poderoso exercício de concentração.
Fixando o olhar na chama da vela, procuramos afastar todo e qualquer pensamento que for surgindo, deixando que a mente seja completamente absorvida pela chama da vela.
Tente ficar o máximo de tempo sem piscar com os olhos lacrimejando, então feche os olhos e relaxe os músculos oculares, mantendo a imagem da chama da vela na mente.
O Trataka limpa e tonifica os músculos e o nervo ótico e descansa a vista. Desenvolve a capacidade de concentração, atenção, intuição, e favorece a meditação.
Também auxilia no tratamento da insônia.
(Fonte: Livro Yoga para os Olhos - Um olhar diferente, de Roberto I. Neves)
Outro exercício excelente para seus olhos é olhar longe pela sua janela, focalize um ponto qualquer no horizonte ou uma nuvem, e vá alterando lentamente o foco do seu olhar de perto para esse algo distante.
Depois vá trazendo o seu foco para perto até chegar a ponta de seu nariz. Repita algumas vezes e então repita o palming, relaxando seus olhos e repetindo mais algumas vezes este exercício de mudança de foco.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Benefícios da Meditação
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Posturas para aliviar a dor de cabeça
Meditação
" O yoga é uma visão do mundo
perfeitamente estruturado e integrado,
que visa a transformação do ser humano,
de sua forma atual e grosseira
numa forma perfeita"
G. Feuerstein
A meditação busca a reestruturação da mente. Com exercícios, a prática visa purificar a mente de idéias, conceitos e registros indesejaveis, preenchendo-a com pensamentos bons.
Protegendo-se dessas más influências, o poder pessoal é resgatado.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Diwali (Deepawali) - Festival das Luzes
Festival hindu conhecido como Festival das Luzes, onde a Luz simboliza a libertação da ignorância, a vitória do Bem sobre o Mal.
É um dia de perdão, onde você procura esquecer as mágoas e aborrecimentos, criando um clima de amizade, libertação, caridade. Afastamos o mal, a inimizade, o ódio, a ignorância.
Na India as casas são limpas e decoradas durante o dia e iluminadas com luzes de lamparinas à noite.
E nesse clima de festa que lembra muito o Natal, vamos iluminar nosso Ser interior e nossa Vida, através de um coração puro, de atitudes corretas e ajudando o próximo.
Muita Luz a todos e ao mundo!
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Bandhas
O termo bandha em sânscrito pode ser traduzido como trava ou chave. Essas travas têm a função de controlar e canalizar o fluxo de energia prânica através de contrações em determinadas partes internas do corpo.
Quando contraímos internamente certas partes do corpo estaremos bloqueando certas áreas, direcionando essa energia para outras regiões. Esses fechos energéticos são utilizados durante a prática de vários pranayamas e ásanas (posturas) com o objetivo de tonificar, remover toxinas e energizar o interior do corpo.
Mulabandha - trava do assoalho pélvico e baixo ventre
Uddiyana bandha - trava do alto ventre
Jalandhara bandha - trava da garganta
Maha bandha - o grande fecho ( Mulabandha + Uddiyana bandha + Jalandhara bandha )
Jihva bandha- trava da língua contra o palato
(Uddiyana bandha, Jalandhara bandha e Mula bandha)
Leia mais sobre os bandhas nesse link .
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Surya Namaskar - Saudação [homenagem] ao Sol
A saudação ao Sol não é uma prática tradicional de Yoga descrita nos principais textos de Yoga, mas sim uma prática ritualística que foi gradualmente sendo incorporada no conjunto de técnicas ióguicas.
Existem diversas variações dessa sequência.Veremos aqui as principais:
Numa sessão de hatha yoga tradicional, a sequência da saudação ao Sol será realizada como uma sequência de ásanas, e portanto com pausas e acomodações em cada etapa. Nesse caso teremos 12 etapas, conforme vemos na figura abaixo:
Métodos mais recentes, como o Ashtanga Vinyasa de Pattabhi Jois utilizam duas sequências de Surya Namaskara: A e B.
A diferença dessa sequência do Yoga tradicional é que não há permanência nos ásanas. É um sistema que utiliza a respiração e o movimento contínuo (Vinyasa).
Existem diversas variações dessa sequência.Veremos aqui as principais:
Numa sessão de hatha yoga tradicional, a sequência da saudação ao Sol será realizada como uma sequência de ásanas, e portanto com pausas e acomodações em cada etapa. Nesse caso teremos 12 etapas, conforme vemos na figura abaixo:
1. Pranamasana - Postura da reverência
2. Hastottasana - Postura de extensão das mãos
3. Padahastasana - Postura das mãos sob os pés
4. Asvasamcalanasana - Postura do cavalo em movimento
5. Parvatasana - Postura da montanha
6. Astanganamaskarasana - Postura da reverência dos 8 membros
7. Bhujangasana - Postura da serpente
8. Parvatasana - Postura da montanha
9. Asvasamcalanasana - Postura do cavalo em movimento
10. Padahastasana - Postura das mãos sob os pés
11. Hastottasana - Postura de extensão das mãos
12. Pranamasana - Postura da reverência
(Fonte: Curso Básico de Yoga - Gerson D'Addio / Nomenclatura em sanscrito: Estudos sobre o Yoga - Mario Ferreira )
Métodos mais recentes, como o Ashtanga Vinyasa de Pattabhi Jois utilizam duas sequências de Surya Namaskara: A e B.
A diferença dessa sequência do Yoga tradicional é que não há permanência nos ásanas. É um sistema que utiliza a respiração e o movimento contínuo (Vinyasa).
Surya Namaskar A - 9 vinyasas
No Surya Namaskar A você faz os movimentos em sequência, observando a respiração. Coordenando a inspiração nos movimentos de elevação (dos braços, cabeça ou tronco) e a expiração nos movimentos de flexão, ou abaixando a cabeça ou os braços.
Surya Namaskar B - 17 Vinyasas
Nessa sequência, a diferença é que iniciamos e terminamos com Utkatasana (flexionando os joelhos), e acrescentamos a postura do guerreiro I (Virabhadrasana I), fazendo de ambos os lados, cada vez com uma das pernas à frente.
(Fonte: livro 'Yoga Mala' - Pattabhi Jois)
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Tensão nos ombros e pescoço
Vou descrever alguns exercícios que você poderá fazer agora mesmo, sentado onde você está na frente de seu computador.
Esse exercício vai ajudar a aliviar as tensões da região de pescoço, nuca e ombros, além de melhorar a sua postura sentada e aumentar a capacidade pulmonar.
1. Flexione os cotovelos e apóie as mãos nos ombros, com os polegares apontados para os lados. Relaxe bem os ombros, mantendo-os bem afastados das orelhas. Inspire pelas narinas.
4. Repita esses exercícios mais uma vez e observe a sua postura e sua respiração.
5. Você pode repetir toda essa sequência ao longo do dia, sentado ou mesmo em pé.
Esse exercício vai ajudar a aliviar as tensões da região de pescoço, nuca e ombros, além de melhorar a sua postura sentada e aumentar a capacidade pulmonar.
1. Flexione os cotovelos e apóie as mãos nos ombros, com os polegares apontados para os lados. Relaxe bem os ombros, mantendo-os bem afastados das orelhas. Inspire pelas narinas.
2. Expirando também pelas narinas, leve o queixo em direção ao peito, mantenha as mãos apoiadas nos ombros, pressionando-os para baixo e aproxime os cotovelos. Sinta alongar a nuca, a região superior das costas, e procure relaxar. Continue respirando e a cada expiração relaxe e deixe a musculatura alongar um pouco mais. Respire de 3 a 5 vezes nessa posição.
3. Inspirando você vai elevar a cabeça e afastar os cotovelos. Lentamente deixe o queixo elevar em direção ao teto, e deixe os cotovelos bem abertos ainda coms as pontas dos dedos apoiadas nos ombros.
Abra bem o peitoral. Sinta a expansão da caixa torácica. Mantenha os ombros relaxados, afastados das orelhas. Respire de 3 a 5 vezes nessa posição.
4. Repita esses exercícios mais uma vez e observe a sua postura e sua respiração.
5. Você pode repetir toda essa sequência ao longo do dia, sentado ou mesmo em pé.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Professor Srikrishna
O ilustre convidado na pós-graduação dessa semana foi o professor indiano Dr. Srikrishna Tengshe, professor de Kaivalyadhama, a escola que mantém intercâmbio com nosso curso.
Em sua aula compartilhamos percepções, experiências e relembramos velhos conceitos que costumamos esquecer de tão simples que são.
Como por exemplo: sentir-se confortável. Não é possível saber se você está confortável perguntando isso a uma outra pessoa. Só você mesmo pode sentir isso. Da mesma forma um ásana (postura) pode fazer bem a uma pessoa e não ser nada agradável a outra.
É preciso descobrir o que realmente se aprende dos ásanas e pelos ásanas. Pois não é mais importante quais ásanas você pratica mas sim o que você aprendeu com eles.
A prática de yoga não se resume às aulas, mas precisamos estender o que experimentamos na aula para o cotidiano. Afinal, não usamos o corpo somente numa aula de yoga, mas ao longo de todo dia. E por que não observar a postura, o alinhamento, a respiração em todas as nossa ações?
E o relaxamento? A sensação de descanso e de paz que experimentamos nos momentos de relaxamento da aula, porque não prolongamos isso ao longo do dia? Por que não praticamos esse relaxamento enquanto estamos dirigindo o carro? Já se percebeu tenso durante uma reunião, ou numa espera na fila do banco? Por que não tentar relaxar o corpo e a mente nessas situações?
De que adianta ficar dez minutos sentado corretamente, devidamente alinhado na aula de yoga se você passar dez horas sentado todo desalinhado em frente ao computador?
O yoga é apenas um caminho para uma mudança no seu modo de vida. Durante a aula praticamos os ásanas (posturas), pranayama (exercícios de respiração) e meditação, mas através desses exercícios estamos trabalhando equilíbrio (da mente e do corpo), autocontrole, consciência corporal, ética, etc.
Quem pratica visando apenas a estética do movimento não percebe a energia que ganhamos com essa técnica e não a faz com paixão, mas como um fardo.
O yoga abre inúmeras portas, com infinitas possibilidades. E nos torna mais atentos, energizados, mais disponíveis a ajudar os outros, sem medo de pequenos fracassos ou críticas, menos egocêntricos, menos cansados e mais felizes!
Marcadores:
Ásanas,
Kaivalyadhama,
Professores,
Srikrishna
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Mais cursos
Acabo de me inscrever:
Palestra sobre Kriya Yoga com o monge Anilananda no Self-Realization Fellowship de São Paulo.
e
Yoga Nidra com Micheline Flak:
Palestra sobre Kriya Yoga com o monge Anilananda no Self-Realization Fellowship de São Paulo.
e
Yoga Nidra com Micheline Flak:
Micheline Flak (Swami Yogabhakti) estudou Yoga com seu mestre Swami Satyananda, referência mundial em Yoga.
Doutora em Letras Americanas pela Sorbonne, começou a introduzir técnicas de Yoga em suas aulas em 1973.
Foi professora de Ciências da Educação no Institut Supérieur de Pédagogie Paris XII, de 1985 a 1994. Diplomada em Yoga pela Fédération Française de Hatha Yoga e formada pela Bihar School of Yoga, Índia, onde estudou com Sw. Satyananda Saraswati, de quem é discípula direta e recebeu o título de swami. Fundou e preside a RYE - Recherche sur lê Yoga dans l’Education (pesquisa de Yoga aplicado à Educação), hoje, presente em 11 países. Micheline é palestrante internacional.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Yoga mats (tapetinhos) personalizados
Na terra do "tio Sam" tem mesmo de tudo...
Já pensou fazer yoga em cima de donuts?
Já pensou fazer yoga em cima de donuts?

Veja outros temas no link: Yogamatic
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Professor Shimada
Foi uma manhã muito triste, uma notícia que chegou parecendo um boato pela internet...Uma de suas alunas postou na comunidade do professor e eu custei a acreditar, afinal ele era nosso professor na faculdade e teríamos uma aula no próximo final de semana.
Mas a notícia foi confirmada. Nosso querido mestre havia partido. Isso foi no ano passado, em 15 de Setembro de 2009. Mais de um ano se passou...
Ele estava sempre presente nos cursos e palestras de professores convidados na faculdade. Chegava sempre quietinho, sentava-se num canto e ficava lá, assistindo a aula com muita atenção, admirando tudo o que seus colegas apresentavam. Frequentemente ele usava uma frase ou ensinamento desses professores em suas próprias aulas, compartilhando todo seu aprendizado com seus alunos. Era realmente um eterno aprendiz e isso servia de exemplo para todos nós.
Ele se intitulava nosso 'companheiro de prática', e foi assim que ele autografou no meu exemplar de seu livro recém lançado:" Shotaro Shimada- A Ioga do Mestre e do Aprendiz", e que guardo com todo carinho. É um livro que recomendo a todo praticante de yoga pois além da biografia do mestre Shimada, um dos pioneiros do yoga aqui no Brasil, lemos sobre seus ensinamentos e vivências.
Saiba mais sobre o professor Shimada nos links abaixo:
- Revista Trip: Iogue número 1.
- A Morte é apenas uma transição.
- Yoga Shimada.
- Shimada no Yoga Pela Paz
Mas a notícia foi confirmada. Nosso querido mestre havia partido. Isso foi no ano passado, em 15 de Setembro de 2009. Mais de um ano se passou...
Ele estava sempre presente nos cursos e palestras de professores convidados na faculdade. Chegava sempre quietinho, sentava-se num canto e ficava lá, assistindo a aula com muita atenção, admirando tudo o que seus colegas apresentavam. Frequentemente ele usava uma frase ou ensinamento desses professores em suas próprias aulas, compartilhando todo seu aprendizado com seus alunos. Era realmente um eterno aprendiz e isso servia de exemplo para todos nós.
Ele se intitulava nosso 'companheiro de prática', e foi assim que ele autografou no meu exemplar de seu livro recém lançado:" Shotaro Shimada- A Ioga do Mestre e do Aprendiz", e que guardo com todo carinho. É um livro que recomendo a todo praticante de yoga pois além da biografia do mestre Shimada, um dos pioneiros do yoga aqui no Brasil, lemos sobre seus ensinamentos e vivências.
Saiba mais sobre o professor Shimada nos links abaixo:
- Revista Trip: Iogue número 1.
- A Morte é apenas uma transição.
- Yoga Shimada.
- Shimada no Yoga Pela Paz
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Yoga e o Autoconhecimento
Os estímulos externos fazem parte de nosso cotidiano. Basta olhar ao redor para perceber como somos estimulados a ser, a comprar, a ter, a desejar...
E se nos deixamos influenciar por esse bombardeio de informações o que pode acontecer é que vamos cada vez mais nos distanciando de nós mesmos, de nossa essência.
O yoga procura trazer nossa consciência de volta, voltamos cada vez mais para nós mesmos, descobrimos quem realmente somos e não quem a sociedade deseja que representemos: inúmeros papéis que desempenhamos conforme a ocasião e o ambiente.
Quando praticamos os ásanas (posturas do yoga) estamos observando e controlando o nosso próprio corpo.
E precisamos respeitar os limites desse corpo para não machucá-lo nem sentir dor. Ahimsa (não violência) é praticar sem causar dor ao corpo. Satya (verdade) é praticar as posturas dentro dos seus limites, sendo você mesmo.
E aqui segue uma frase que extraí de um dos livros que estou lendo no momento, O Coração do Yoga, de T.K.V Desikachar.
"Por mais lindamente que você consiga fazer um ásana, por mais flexível que o seu corpo seja, se você não conquista a integração entre corpo, respiração e mente, não dá para dizer que você esteja fazendo Yoga."
E se nos deixamos influenciar por esse bombardeio de informações o que pode acontecer é que vamos cada vez mais nos distanciando de nós mesmos, de nossa essência.
O yoga procura trazer nossa consciência de volta, voltamos cada vez mais para nós mesmos, descobrimos quem realmente somos e não quem a sociedade deseja que representemos: inúmeros papéis que desempenhamos conforme a ocasião e o ambiente.
Quando praticamos os ásanas (posturas do yoga) estamos observando e controlando o nosso próprio corpo.
E precisamos respeitar os limites desse corpo para não machucá-lo nem sentir dor. Ahimsa (não violência) é praticar sem causar dor ao corpo. Satya (verdade) é praticar as posturas dentro dos seus limites, sendo você mesmo.
E aqui segue uma frase que extraí de um dos livros que estou lendo no momento, O Coração do Yoga, de T.K.V Desikachar.
"Por mais lindamente que você consiga fazer um ásana, por mais flexível que o seu corpo seja, se você não conquista a integração entre corpo, respiração e mente, não dá para dizer que você esteja fazendo Yoga."
sábado, 9 de outubro de 2010
O Caminho do Yoga - Parte 3
Estamos (juntos) estudando os yamas, que são as normas de conduta para aprendermos a nos relacionar com o mundo. Aprendemos como ter atitudes adequadas.
Hoje, para encerrar esse primeiro passo do Sistema de Oitos Passos de Patãnjali, veremos os demais yamas: Asteya (não roubar), Brahmacharya (moderação dos sentidos) e Aparigraha (desapego).
3. Asteya
Esse yama significa não roubar, não tomar para si o que não é seu. E isso não significa apenas subtrair um bem material que não lhe pertença. Podemos roubar o tempo alheio quando atrasamos para um compromisso fazendo a outra pessoa perder tempo, ou mesmo quando ficamos tomando o tempo dos outros com nossas lamúrias, descontentamentos, reclamações e críticas de outrem.
Pode ser roubar uma idéia, não creditando a autoria de uma frase, de um projeto. Ou então esquecer de devolver algo que foi tomado emprestado.
Praticando Asteya estaremos trabalhando a honestidade, e isso inclui o cultivo da integridade e da utilização somente daquilo que é realmente necessário e indispensável.
Até mesmo lucros excessivos são considerados agressões. Quando praticamos asteya evitamos apropriar-se de bens alheios, assim como frases, experiências, prestígio, conceitos. Assim estaremos também praticando Ahimsa (Não violência) e Satya (Verdade), pois o ato de roubar é uma violência assim como uma forma de enganar os outros e a si mesmo.
4. Brahmacharya
O termo brahmacharya significa literalmente: "O que caminha com brahman". Mas como a maioria dos yoguis e sábios eram casados não vemos apenas como esse tipo de controle, dos impulsos sexuais, mas uma moderação dos sentidos, de uma forma geral.Poderia ser traduzido como celibato, visto que a castidade era vista como exigência disciplinar na época que os estudantes bramânicos aprendiam os Vedas ao pé de um mestre.
Quando nossos sentidos estão voltados para o externo, nessa busca pelo prazer (não somente sexual), acabamos nos afastando de nossa essência. Vivemos num mundo onde se busca cada vez ter mais, fazer mais.
Quando cultivamos brahmacharya procuramos FAZER, sem se preocupar em fazer mais, mas procurando fazer bem feito, como algo sagrado; e procurando SER sem depender de algo externo.
Aprender a ficar consigo mesmo por alguns instantes, sem se preocupar com os estímulos externos.
Isso não significa que devemos nos abster do prazer, mas parar de buscar essa repetição do mesmo prazer, que só nos traria sofrimento.
5. Aparigraha
O desapego, a não possessividade. Esse yama não só significa trabalharmos o desapego em relação a objetos, pessoas, situações, mas também avaliar a real necessidade do objeto em si.
Vivendo num mundo excessivamente consumista, estamos sempre adquirindo mais e mais e com isso acumulamos cada vez mais. Temos a tendência de guardar coisas que julgamos ser importante se não hoje, um dia talvez...Criamos necessidades desnecessárias.
Cultivar aparigraha nos leva a libertação. Paramos de nos identificar com os objetos e assim nos aproximamos de nossa prórpia essência (Satya).
Isso não significa que temos de banir todos os nossos desejos e livrar-nos de todas as nossas posses. Mas aprendemos a viver com o necessário e não viver apenas para manter o desnecessário.
Agora já conhecemos os Yamas: Ahimsa, Satya, Asteya, Brahmacharya e Aparigraha, que irão nos guiar na maneira como iremos nos relacionar com as pessoas e com o mundo.
Seria algo como um "guia de etiqueta social", onde aprenderemos a viver em grupo e respeitar o próximo.
Mas esse guia não é simplesmente para ser seguido, e sim compreendido e então ser incorporado em nosso cotidiano.
Como vimos, todos esses yamas parecem estar relacionados entre si, assim sendo, mesmo que escolha apenas um deles para praticar e cultivar no seu dia a dia, estará cultivando todos os demais.
Se você achava que o Yoga era aquela aula de uma hora sobre um tapetinho, feito duas vezes por semana como se fossem exercícios físicos de relaxamento ou de contorcionismo, estava muito enganado.
Como diz o professor Marcos Rojo, praticar yoga é mais que isso. Você pratica o dia todo, a semana toda.
"Infelizmente, por ignorância ou apelo comercial, o Yoga chegou ao Ocidente trazendo na bagagem conceitos que não necessariamente pertencem ao seu universo.
Hoje, para encerrar esse primeiro passo do Sistema de Oitos Passos de Patãnjali, veremos os demais yamas: Asteya (não roubar), Brahmacharya (moderação dos sentidos) e Aparigraha (desapego).
3. Asteya
Esse yama significa não roubar, não tomar para si o que não é seu. E isso não significa apenas subtrair um bem material que não lhe pertença. Podemos roubar o tempo alheio quando atrasamos para um compromisso fazendo a outra pessoa perder tempo, ou mesmo quando ficamos tomando o tempo dos outros com nossas lamúrias, descontentamentos, reclamações e críticas de outrem.
Pode ser roubar uma idéia, não creditando a autoria de uma frase, de um projeto. Ou então esquecer de devolver algo que foi tomado emprestado.
Praticando Asteya estaremos trabalhando a honestidade, e isso inclui o cultivo da integridade e da utilização somente daquilo que é realmente necessário e indispensável.
Até mesmo lucros excessivos são considerados agressões. Quando praticamos asteya evitamos apropriar-se de bens alheios, assim como frases, experiências, prestígio, conceitos. Assim estaremos também praticando Ahimsa (Não violência) e Satya (Verdade), pois o ato de roubar é uma violência assim como uma forma de enganar os outros e a si mesmo.
4. Brahmacharya
O termo brahmacharya significa literalmente: "O que caminha com brahman". Mas como a maioria dos yoguis e sábios eram casados não vemos apenas como esse tipo de controle, dos impulsos sexuais, mas uma moderação dos sentidos, de uma forma geral.Poderia ser traduzido como celibato, visto que a castidade era vista como exigência disciplinar na época que os estudantes bramânicos aprendiam os Vedas ao pé de um mestre.
Quando nossos sentidos estão voltados para o externo, nessa busca pelo prazer (não somente sexual), acabamos nos afastando de nossa essência. Vivemos num mundo onde se busca cada vez ter mais, fazer mais.
Quando cultivamos brahmacharya procuramos FAZER, sem se preocupar em fazer mais, mas procurando fazer bem feito, como algo sagrado; e procurando SER sem depender de algo externo.
Aprender a ficar consigo mesmo por alguns instantes, sem se preocupar com os estímulos externos.
Isso não significa que devemos nos abster do prazer, mas parar de buscar essa repetição do mesmo prazer, que só nos traria sofrimento.
5. Aparigraha
O desapego, a não possessividade. Esse yama não só significa trabalharmos o desapego em relação a objetos, pessoas, situações, mas também avaliar a real necessidade do objeto em si.
Vivendo num mundo excessivamente consumista, estamos sempre adquirindo mais e mais e com isso acumulamos cada vez mais. Temos a tendência de guardar coisas que julgamos ser importante se não hoje, um dia talvez...Criamos necessidades desnecessárias.
Cultivar aparigraha nos leva a libertação. Paramos de nos identificar com os objetos e assim nos aproximamos de nossa prórpia essência (Satya).
Isso não significa que temos de banir todos os nossos desejos e livrar-nos de todas as nossas posses. Mas aprendemos a viver com o necessário e não viver apenas para manter o desnecessário.
Agora já conhecemos os Yamas: Ahimsa, Satya, Asteya, Brahmacharya e Aparigraha, que irão nos guiar na maneira como iremos nos relacionar com as pessoas e com o mundo.
Seria algo como um "guia de etiqueta social", onde aprenderemos a viver em grupo e respeitar o próximo.
Mas esse guia não é simplesmente para ser seguido, e sim compreendido e então ser incorporado em nosso cotidiano.
Como vimos, todos esses yamas parecem estar relacionados entre si, assim sendo, mesmo que escolha apenas um deles para praticar e cultivar no seu dia a dia, estará cultivando todos os demais.
Se você achava que o Yoga era aquela aula de uma hora sobre um tapetinho, feito duas vezes por semana como se fossem exercícios físicos de relaxamento ou de contorcionismo, estava muito enganado.
Como diz o professor Marcos Rojo, praticar yoga é mais que isso. Você pratica o dia todo, a semana toda.
"Infelizmente, por ignorância ou apelo comercial, o Yoga chegou ao Ocidente trazendo na bagagem conceitos que não necessariamente pertencem ao seu universo.
Por parte de quem fala ou preconceito de quem escuta, já foi confundido com faquirismos, autoflagelação, religião, ginástica e prática misteriosa para fanáticos e iniciados no esoterismo..."
(Prof. Marcos Rojo)
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O Caminho do Yoga - Parte 2
Continuando o post anterior onde falamos sobre o Yoga de Patanjãli, falaremos hoje de outro Yama:
2. Satya
Satya significa verdade, a busca pela verdade. A verdade nos atos, nos pensamentos e nas palavras.
Na sociedade atual onde prevalecem a hipocrisia, o narcisismo, o egocentrismo e a superficialidade nos relacionamentos, se faz mais do que necessário o esforço em cultivar esse yama.
Buscamos a verdade de todas as coisas, a verdadeira essência de cada um, de cada situação.
Satya é veracidade, não somente nas palavras, mas nos atos e pensamentos. Por isso precisamos vigiar o que falamos e a maneira como falamos, para não deixar de lado o Ahimsa, que é praticar a não-violência. Ser autêntico e falar a verdade não significa que podemos ser grosseiros. Mas existem formas de se falar a verdade sem se utilizar de palavras ásperas, causando mágoa, agredindo quem quer que seja.
"Segundo o Professor Hermógenes, Satya é não somente a Verdade, mas a veracidade. Quando o yogin se abstém de iludir, de mentir, de comunicar aquilo que ele sabe que não é verdade, está agindo em nome do amor que tem pelo outro. Quando, ao contrário, hipocritamente, explora a credulidade do interlocutor, comete uma violência, um desrespeito, está ferindo, embora de maneira sutil, alguém que precisa da Verdade. Viver, pensar, querer e dizer a verdade é ahimsa; é contribuir para o bem." (Fonte: Maria G. Pegorer - Satya: A Veracidade)
E para sermos verdadeiros em nossa prática de yoga assim como em nossa vida, precisamos ter consciência de nossos objetivos e de nossas limitações. Assim usaremos o caminho e os instrumentos mais apropriados, não tentando ser um praticante que não podemos ou não conseguimos ser. Assim evitaremos a mentira e a falsidade de todas as maneiras, evitando iludir-se com pensamentos e ideais inatingíveis, ou mesmo tentando seguir modismos e opiniões externas.
Yoga Sutras de Patãnjali - Sutra II.17 "A causa do nosso sofrimento é a inabilidade de distinguir entre o que é a verdade (o que percebe) e o que parece ser a verdade (o que é percebido)."
No mundo competitivo em que muitos de nós vivemos, a mentira é propagada livremente. Todo mundo quer ser mais e melhor do que o outro, ignorando a personalidade e limitações do indivíduo, e assim, para que possa ser aceito na sociedade, passa a seguir cegamente os padrões pré-estabelecidos conforme os interesses do meio.
E quanto mais se mente, mais é preciso reforçar essa mentira pra que ela possa sobreviver. Isso acaba gerando internamente: inquietação, insegurança, sofrimento - que nada mais seriam que os frutos da desilusão.
Essa busca pela verdade pode ser entendida como a busca pela essência verdadeira de todos os seres. No caminho individual do yoga podemos entender essa busca como a busca do Eu superior, de nossa essência divina. O que há por trás de cada papel que desempenhamos: pai, mãe, filho, patrão, empregado, amigo...A incessante busca por quem realmente somos.
2. Satya
Satya significa verdade, a busca pela verdade. A verdade nos atos, nos pensamentos e nas palavras.
Na sociedade atual onde prevalecem a hipocrisia, o narcisismo, o egocentrismo e a superficialidade nos relacionamentos, se faz mais do que necessário o esforço em cultivar esse yama.
Buscamos a verdade de todas as coisas, a verdadeira essência de cada um, de cada situação.
Satya é veracidade, não somente nas palavras, mas nos atos e pensamentos. Por isso precisamos vigiar o que falamos e a maneira como falamos, para não deixar de lado o Ahimsa, que é praticar a não-violência. Ser autêntico e falar a verdade não significa que podemos ser grosseiros. Mas existem formas de se falar a verdade sem se utilizar de palavras ásperas, causando mágoa, agredindo quem quer que seja.
"Segundo o Professor Hermógenes, Satya é não somente a Verdade, mas a veracidade. Quando o yogin se abstém de iludir, de mentir, de comunicar aquilo que ele sabe que não é verdade, está agindo em nome do amor que tem pelo outro. Quando, ao contrário, hipocritamente, explora a credulidade do interlocutor, comete uma violência, um desrespeito, está ferindo, embora de maneira sutil, alguém que precisa da Verdade. Viver, pensar, querer e dizer a verdade é ahimsa; é contribuir para o bem." (Fonte: Maria G. Pegorer - Satya: A Veracidade)
E para sermos verdadeiros em nossa prática de yoga assim como em nossa vida, precisamos ter consciência de nossos objetivos e de nossas limitações. Assim usaremos o caminho e os instrumentos mais apropriados, não tentando ser um praticante que não podemos ou não conseguimos ser. Assim evitaremos a mentira e a falsidade de todas as maneiras, evitando iludir-se com pensamentos e ideais inatingíveis, ou mesmo tentando seguir modismos e opiniões externas.
Yoga Sutras de Patãnjali - Sutra II.17 "A causa do nosso sofrimento é a inabilidade de distinguir entre o que é a verdade (o que percebe) e o que parece ser a verdade (o que é percebido)."
No mundo competitivo em que muitos de nós vivemos, a mentira é propagada livremente. Todo mundo quer ser mais e melhor do que o outro, ignorando a personalidade e limitações do indivíduo, e assim, para que possa ser aceito na sociedade, passa a seguir cegamente os padrões pré-estabelecidos conforme os interesses do meio.
E quanto mais se mente, mais é preciso reforçar essa mentira pra que ela possa sobreviver. Isso acaba gerando internamente: inquietação, insegurança, sofrimento - que nada mais seriam que os frutos da desilusão.
Essa busca pela verdade pode ser entendida como a busca pela essência verdadeira de todos os seres. No caminho individual do yoga podemos entender essa busca como a busca do Eu superior, de nossa essência divina. O que há por trás de cada papel que desempenhamos: pai, mãe, filho, patrão, empregado, amigo...A incessante busca por quem realmente somos.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
O caminho do Yoga - Parte 1
As primeiras escrituras onde encontramos as primeiras citações sobre o Yoga são os Vedas, que alguns autores alegam ser anterior a 1900 a.C. Depois encontramos mais citações nos Upanishads. Mas alguns autores acreditam que o yoga seja ainda mais antigo, sendo transmitido oralmente durante muito tempo e somente depois começou a ser transcrito. A história do Yoga se perde no tempo, mas existem evidências de que este sistema filosófico-prático seja tão antigo quanto a civilização indiana.
O Yoga conquistou reconhecimento oficial através dos Yoga Sutras, um conjunto de 196 aforismos atribuidos ao sábio indiano Patãnjali, que teria sistematizado esse conteúdo entre 400 a 200 a.C.
O método de Patãnjali propõe a busca de uma concentração introvertida, aquietando a mente, chegando assim ao real conhecimento do "Si Mesmo", sem as interferências externas.
O sistema de Patãnjali consiste em 8 partes (Astanga: asta=8 e anga=parte):
1- Yama - disciplina social, ética, normas de conduta
2- Niyama - disciplina individual ou autodisciplina, uma forma de aprimorar a sua própria vida pessoal
3- Asana - postura (estável e confortável)
4- Pranayama - controle da respiração ou domínio da energia vital
5- Pratyahara - abstração dos sentidos
6- Dhãranã - concentração
7- Dhyãna - meditação
8- Samadhi - estado de supraconsciência
Os dois primeiros passos: Yama e Niyama, são considerados os alicerces deste sistema. Yama e Niyama controlam as paixões e emoções do indiviíduo, mantendo-o em harmonia com seus semelhantes.
YAMAS
Temos 5 yamas que são principios éticos que nos guiam no relacionamento com o mundo. A ética impõe limites ao nosso ego, suprimindo tendências egoístas de nosso ser criando assim novas experiências. Lembrando sempre de não utilizarmos esses princípios para julgar o comportamento alheio, mas sim para guiar e vigiar o próprio comportamento.
Para começar, hoje vamos conhecer UM dos Yamas:
1. Ahimsa - não-violência
Este princípio prega a não violência em todas as suas formas, seja ela física, verbal e até mesmo mental. A violência nos pensamentos pode ser pior do que a violência em si, quando praticada sem a intenção e sem ressentimentos. (Swami Kuvalayananda)
Gandhi se tornou um símbolo do Ahimsa ao liderar o movimento que libertou a India do domínio inglês através de uma estratégia sem violência. Assim também agiu Martin Luther King.
Os praticantes de yoga são frequentemente lembrados para evitarem danos ao próprio corpo. Ahimsa nesse caso significa respeitar suas limitações, praticando sempre de forma consciente. Isso também se refere aos problemas de saúde causados pela falta de descanso, estresse, má-alimentação, etc...
Praticamos Ahimsa ao estimular a compaixão por todas as criaturas vivas. Não cultivar o ódio, nem o sentimento de vingança, pois 'revidar na mesma moeda' além de aumentar a hostilidade, vai envenenar a si mesmo, tanto física como emocionalmente.
"O Ahimsa não é somente um estado negativo que consiste em não fazer o mal, mas também um estado positivo que consiste em amar, em fazer o bem a todos, inclusive a quem faz o mal." M. Gandhi

(Fonte das informações: Curso Básico de Yoga - Gerson D'Addio / A árvore do Ioga - BKS Iyengar / Yogic Therapy - Swami Kuvalayananda )
O Yoga conquistou reconhecimento oficial através dos Yoga Sutras, um conjunto de 196 aforismos atribuidos ao sábio indiano Patãnjali, que teria sistematizado esse conteúdo entre 400 a 200 a.C.
O método de Patãnjali propõe a busca de uma concentração introvertida, aquietando a mente, chegando assim ao real conhecimento do "Si Mesmo", sem as interferências externas.
O sistema de Patãnjali consiste em 8 partes (Astanga: asta=8 e anga=parte):
1- Yama - disciplina social, ética, normas de conduta
2- Niyama - disciplina individual ou autodisciplina, uma forma de aprimorar a sua própria vida pessoal
3- Asana - postura (estável e confortável)
4- Pranayama - controle da respiração ou domínio da energia vital
5- Pratyahara - abstração dos sentidos
6- Dhãranã - concentração
7- Dhyãna - meditação
8- Samadhi - estado de supraconsciência
Os dois primeiros passos: Yama e Niyama, são considerados os alicerces deste sistema. Yama e Niyama controlam as paixões e emoções do indiviíduo, mantendo-o em harmonia com seus semelhantes.
YAMAS
Temos 5 yamas que são principios éticos que nos guiam no relacionamento com o mundo. A ética impõe limites ao nosso ego, suprimindo tendências egoístas de nosso ser criando assim novas experiências. Lembrando sempre de não utilizarmos esses princípios para julgar o comportamento alheio, mas sim para guiar e vigiar o próprio comportamento.
Para começar, hoje vamos conhecer UM dos Yamas:
1. Ahimsa - não-violência
Este princípio prega a não violência em todas as suas formas, seja ela física, verbal e até mesmo mental. A violência nos pensamentos pode ser pior do que a violência em si, quando praticada sem a intenção e sem ressentimentos. (Swami Kuvalayananda)
Gandhi se tornou um símbolo do Ahimsa ao liderar o movimento que libertou a India do domínio inglês através de uma estratégia sem violência. Assim também agiu Martin Luther King.
Os praticantes de yoga são frequentemente lembrados para evitarem danos ao próprio corpo. Ahimsa nesse caso significa respeitar suas limitações, praticando sempre de forma consciente. Isso também se refere aos problemas de saúde causados pela falta de descanso, estresse, má-alimentação, etc...
Praticamos Ahimsa ao estimular a compaixão por todas as criaturas vivas. Não cultivar o ódio, nem o sentimento de vingança, pois 'revidar na mesma moeda' além de aumentar a hostilidade, vai envenenar a si mesmo, tanto física como emocionalmente.
"O Ahimsa não é somente um estado negativo que consiste em não fazer o mal, mas também um estado positivo que consiste em amar, em fazer o bem a todos, inclusive a quem faz o mal." M. Gandhi

(Fonte das informações: Curso Básico de Yoga - Gerson D'Addio / A árvore do Ioga - BKS Iyengar / Yogic Therapy - Swami Kuvalayananda )
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
A Viagem...
(Este videoclipe é um pequeno resumo da minha primeira viagem para a India em dezembro de 2009, onde pude participar do Congresso Internacional de Yoga em Lonavla, no Instituto de Yoga de Kaivalyadhama e visitar várias localidades do Norte ao Sul da India para complementar meus estudos e vivências do Yoga)
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Namastê
Neste blog gostaria de compartilhar minhas experiências, muitas delas através do caminho do Yoga. Um caminho repleto de descobertas, de muito aprendizado, que trouxe muita compreensão a respeito da vida, da convivência com os outros e comigo mesma.
Comecei a praticar yoga há uns 8 anos. Antes disso já havia feito algumas aulas avulsas em academias, em algumas escolas de yoga, mas apesar de conseguir acompanhar grande parte das sequências (muitas delas de puro contorcionismo e força muscular) eu achava tudo muito mecânico e extenuante. Então encontrei uma escola de hatha yoga, indicada por uma amiga, e enfim, me identifiquei. Aprendi as posturas, técnicas de respiração e por fim, aprendi a relaxar o corpo e aquietar a mente. Dei meus primeiros passos na meditação.
Depois de dois anos nessa escola passei por algumas mudanças na vida e fui em busca de outro caminho, mas ainda relacionado ao yoga.
Foi nessa busca que encontrei uma escola holística. E passei a me aprofundar nos estudos e não parei mais. Estava estudando para conhecer um pouco mais sobre o yoga, desde a origem aos seus fundamentos e acabei descobrindo muita coisa sobre minha própria vida. Descobri a verdadeira essência do yoga.
Ao entrar nesse mundo novo, surgiram novos caminhos, novas perspectivas, novos mestres. E percebi que quanto mais estudava, menos eu sabia, pois novas dúvidas surgiam.
A todo momento surgem cursos interessantes, livros enriquecedores repletos de sabedoria e experiências, mas de nada adianta acumular tanto conhecimento, se não o aplicarmos na vida. Colocar tudo o que foi aprendido em prática é aprender de verdade!
Cada um trilha seu próprio caminho, faz suas próprias escolhas, e durante o percurso é interessante trocar idéias com quem já viveu experiências diferentes das suas. E esta é a principal proposta deste blog: trocar conhecimento, experiências, idéias...
Este blog estará sempre de portas abertas para vocês!
Obrigada pela sua companhia!
Comecei a praticar yoga há uns 8 anos. Antes disso já havia feito algumas aulas avulsas em academias, em algumas escolas de yoga, mas apesar de conseguir acompanhar grande parte das sequências (muitas delas de puro contorcionismo e força muscular) eu achava tudo muito mecânico e extenuante. Então encontrei uma escola de hatha yoga, indicada por uma amiga, e enfim, me identifiquei. Aprendi as posturas, técnicas de respiração e por fim, aprendi a relaxar o corpo e aquietar a mente. Dei meus primeiros passos na meditação.
Depois de dois anos nessa escola passei por algumas mudanças na vida e fui em busca de outro caminho, mas ainda relacionado ao yoga.
Foi nessa busca que encontrei uma escola holística. E passei a me aprofundar nos estudos e não parei mais. Estava estudando para conhecer um pouco mais sobre o yoga, desde a origem aos seus fundamentos e acabei descobrindo muita coisa sobre minha própria vida. Descobri a verdadeira essência do yoga.
Ao entrar nesse mundo novo, surgiram novos caminhos, novas perspectivas, novos mestres. E percebi que quanto mais estudava, menos eu sabia, pois novas dúvidas surgiam.
A todo momento surgem cursos interessantes, livros enriquecedores repletos de sabedoria e experiências, mas de nada adianta acumular tanto conhecimento, se não o aplicarmos na vida. Colocar tudo o que foi aprendido em prática é aprender de verdade!
Cada um trilha seu próprio caminho, faz suas próprias escolhas, e durante o percurso é interessante trocar idéias com quem já viveu experiências diferentes das suas. E esta é a principal proposta deste blog: trocar conhecimento, experiências, idéias...
Este blog estará sempre de portas abertas para vocês!
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