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sábado, 15 de abril de 2017

Vidas na sua vida

Encontrei esse filme para assistir no feriado: Lion - Uma jornada para casa. É uma história verídica, a história de Saroo, um menino indiano de 5 anos, que se perde de seu irmão numa estação de trem e vai parar em Calcutá, onde acaba vivendo nas ruas e enfrentando muitas dificuldades até ser adotado por uma família australiana. Depois de 25 anos, ele resolve buscar sua família na Índia, com a ajuda do aplicativo Google Earth.
O filme me trouxe muitas lembranças de minha infância e da viagem que fiz para a India,  mas foi bem intensa a referência que fiz ao caminho do autoconhecimento.  Essa jornada que fazemos em busca do que e quem realmente somos, como se realmente voltássemos para casa. 





Lembrando de minha infância, que parece de uma outra vida de tanto tempo que passou, ainda tenho em minha mente algumas imagens da casa onde vivi até os 3 anos de idade, de algumas cenas, e até das minhas traquinagens.

(A casa onde nasci e vivi até os 3 anos, no colo de minha avó em 1970 e atualmente, no Google Earth)

E depois, quando morei em outra cidade, outra fase de minha vida que guardo muitas lembranças mas que também já ficaram bem distantes. Adoro rever fotos da época, e voltar a sentir as mesmas sensações daquele tempo, muitas vezes lembro através dos sons, do cheiro, ao ver um objeto.
O autoconhecimento nos leva a percorrer  todas as fases da vida a todo instante, pois pode haver alguma ferida aberta, um problema não resolvido ou mesmo um erro de interpretação que pode resultar em confusão e sofrimento dos dias atuais. 
Esse caminho, que é interno e pessoal, ajuda na cura dessas feridas e do mal entendido, que por mais tolo ou pequeno que possa parecer, podem ser a origem de uma doença, de uma dor ou desequilíbrios da vida atual, impedindo que sejamos felizes e saudáveis. 
Ainda hoje eu busco (e trago) na memória muitos acontecimentos dessa época, pois lá estão respostas  e chaves para muitos questionamentos e comportamentos. Todo terapeuta acaba tendo um pouco de Sherlock Holmes. Investigamos tudo. As vidas dentro dessa vida.
Nas terapias quânticas que surgiram nessa nova era, essa busca é feita com muita amorosidade e clareza, mas é preciso cautela com a escolha do terapeuta. Eu busco sempre por indicação e também confiando na minha intuição e capacidade de percepção. Mas basicamente, um bom terapeuta é aquele que cuida de si mesmo em primeiro lugar. E isso é uma lição que aprendi e que procuro utilizar na prática, pois é assim que eu me torno um canal muito mais refinado para servir ao outro.
Vou partilhar mais desse caminho com vocês em breve.