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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Ser e Fazer - Osho



"Nunca pergunte a uma nuvem: Para onde você está indo? Ela própria não sabe; ela não tem endereço, não tem destino. Se o vento mudar enquanto ela ia para o sul, ela começa a ir para o norte. 

A nuvem não diz ao vento: Isso é absurdamente ilógico. Estávamos indo para o sul e agora estamos indo para o norte. Qual o sentido disso tudo? Não, ela simplesmente passa a ir para o norte, com tanta facilidade quanto ia para o sul. Para ela sul e norte, leste e oeste não faz nenhuma diferença. 
Apenas siga com o vento sem nenhum desejo, sem nenhum objetivo, sem nenhum lugar para chegar; a nuvem só aprecia a jornada. 

A meditação faz de você uma nuvem - de consciência. Não existe mais objetivo.

Nunca pergunte a quem medita: Por que você está meditando? porque é a resposta irrelevante. A meditação é ela própria, o objetivo e ao mesmo tempo, o caminho.(...)

Lao Tsé chegou a iluminação sentado sob uma árvore. Uma folha tinha acabado de cair; era outono e não havia pressa; a folha voava ao sabor do vento, devagar. Ele observou a folha. A folha foi caindo até chegar ao chão, e enquanto observava a folha caindo e pousando no chão, de algum modo ele também foi se aquietando. Desse momento em diante, ele se tornou um não fazedor. O vento sopra naturalmente e a existência cuida dele.

Todo ensinamento de Lao Tsé se assemelhava ao do rio: siga a corrente seja para onde ela for. Mas a mente sempre quer fazer alguma coisa porque desse modo o crédito vai para o ego. Se você simplesmente seguir a maré, o crédito vai para a maré, não para você. Se você nadar, você pode ter um ego maior: "Eu consegui atravessar o canal da Mancha!"

Mas a Existência dá à luz, lhe dá a vida, lha dá amor; lhe dá tudo o que é precioso, tudo o que não pode ser comprado com dinheiro. Só aqueles que estão prontos para dar todo o crédito pela sua vida à existência percebem a beleza e as bençãos do não fazer.

Não é uma questão de fazer. É uma questão de ausentar-se como ego. de deixar as coisas acontecem.

Entregue - essa palavra contém toda a experiência.(...)

Criamos uma sociedade que acredita somente no "fazer", enquanto a parte espiritual do nosso ser morre à míngua porque precisa de algo que não se faz, mas acontece. (...) Na verdade, os reais de amor são silenciosos. Quando você está realmente sentindo amor, esse amor sentimento cria à sua volta uma radiância que diz tudo o que você não consegue dizer, que nunca pode ser dito.

Mas em vez disso, nós transformamos tudo num "fazer", e o resultado final é que aos poucos a hipocrisia se torna uma característica nossa. Nós nos esquecemos completamente de que se trata de hipocrisia. E na mente, no ser de uma pessoa que é hipócrita, qualquer coisa do mundo do não fazer é impossível. Você pode continuar fazendo mais e mais, você se tornará quase um robô.
Portanto, sempre que você passar subitamente por uma experiência de acontecer, encare-a como uma dádiva da existência e faça desse momento o arauto de um novo estilo de vida. Simplesmente reserve alguns momentos das 24 horas do dia, quando não estiver fazendo nada, simplesmente deixe que a existência faça algo a você. E as janelas começarão a se abrir para você, janelas que o ligarão com o universo, o imortal."


Osho em A Essência do Amor.

sábado, 11 de novembro de 2017

Sacralidade do Corpo - Osho





"Respeitem vossos corpos, como vocês respeitam vossa alma. Vossos corpos são tão sagrados quanto vossas almas. Na existência tudo é sagrado, pois tudo vibra em uníssono com o batimento do coração do divino. 
Vocês se movem momento a momento de um nível de consciência a outro. É possível que o coração esteja profundamente dormindo, mas ele é igualmente consciente. Quando vocês estão dormindo, vocês sabem que um mosquito vem e os morde, vocês continuam dormindo, mas sua mão sente. O corpo tem sua própria consciência.

Os cientistas dizem que o corpo é composto de milhões de células vivas; cada célula tem sua própria vida. Vocês perderam a capacidade de maravilhar-se com tudo isso, do contrário, vocês começariam a se maravilhar dos seus próprios corpos, da divina capacidade de transformar pão em sangue. Nós não dispomos ainda de uma usina capaz de realizar esta façanha, transformar pão em sangue. Vossos corpos sabem o que é necessário e o que não é; ele rejeita o que não precisa e guarda aquilo que é necessário.

Vossos corpos abastecem continuamente certas partes do seu organismo, independentemente de suas necessidades. Vocês comem o mesmo alimento para suprir todas as necessidades, dos seus ossos, seu sangue, sua pele, seus olhos, seu cérebro são alimentados com este alimento. O corpo sabe perfeitamente bem o que é necessário ou o que não é necessário. O sangue circula continuamente, ele fornece certos elementos químicos à diversos órgãos.
E não é tudo, o corpo conhece as necessidades e também as prioridades. A primeira é seu cérebro. Se faltar oxigênio o corpo fornecerá primeiro oxigênio ao cérebro. As outras partes são mais resistentes, elas podem esperar um pouco, mas as células do cérebro não são resistentes. Se elas não receberem oxigênio por seis minutos, elas morrem. E uma vez mortas, elas não podem reviver novamente.

Estar atento a todas essas diferentes funções é trabalho de uma imensa inteligência. Quando vocês são feridos, o corpo pára de alimentar certas partes que podem sobreviver um pouco, porque ele precisa primeiramente curar a ferida. Os glóbulos brancos se precipitam sobre a ferida, eles a cobrem para que ela não permaneça aberta. E então, no interior um trabalho muito sutil continua.

A medicina sabe que nós não somos tão inteligentes quanto nossos corpos. Os médicos mais sábios dizem que nós não podemos curar o corpo. Os corpos se curam a si mesmos; nós podemos apenas ajudá-los. Os médicos dão tudo o que o corpo necessita para se curar, mas o trabalho fundamental provém do corpo mesmo. O trabalho é grande, é uma verdadeira maravilha.

Um cientista amigo meu, me disse que para fazer as mesmas funções do corpo, nós precisaríamos de uma usina de um quilômetro quadrado, com as máquinas mais modernas, e computadores de última geração. E mesmo assim, não faremos tudo o que o corpo é capaz de fazer. As religiões tem condenado o corpo por séculos. O que elas vos dizem, é que o corpo não é religioso.

Começar a se tornar um com seus corpos, é tornar-se um com a existência inteira. No dia em que o batimento do seu coração estiver sincronizado com o batimento do coração do universo, vocês descobrirão a religião, não antes disso. 

Por séculos transmitiram ao homem toda sorte de coisas negativas sobre a vida. Torturar seus próprios corpos tornou-se uma forma de espiritualidade.
Vocês se alimentam, andam, bebem e tudo isso indica que seus corpos e sua consciência formam um todo orgânico. Vocês não podem torturar seus corpos e elevar sua consciência. Vocês devem alimentar seus corpos. Vocês devem ser grandes amigos dos seus corpos. É sua casa! Vocês devem limpar toda a sujeira. Vocês devem se lembra que ele está todo o tempo a vosso serviço, dia após dia. Mesmo quando vocês estão em sono profundo, vossos corpos trabalham continuamente; eles digerem, eles transformam vossos alimentos em sangue, eles eliminam as células mortas, eles fornecem oxigênio fresco.

Eles fazem tudo o que é necessário à vossa sobrevivência, à vossa vida. Mas vocês são tão ingratos que nunca agradeceram a ele. Pelo contrário, lhe ensinaram a torturá-lo: seus corpos são seus inimigos, vocês precisam se libertar dele, de seus apegos. Eu sei que vocês são muito mais que vossos corpos, e que não é necessário qualquer apego. Mas, amor não é apego, compaixão não é apego. Amor e compaixão são absolutamente necessários para que seus corpos sejam alimentados, e quanto mais seus corpos sejam alimentados, cuidados, vossa consciência pode crescer. É uma unidade orgânica.

É necessária uma educação totalmente nova neste mundo. Nós introduziremos em cada um o silêncio do coração, em outras palavras, a meditação. Todo mundo se preparará para reconhecer seus corpos com compaixão, pois sem compaixão por nossos próprios corpos, não podemos sentir compaixão por ninguém. É um organismo vivo e não lhe fez nenhum mal. Após sua concepção, ele está continuamente a vosso serviço, e assim será até sua morte. Ele fará tudo o que você quiser e mesmo o impossível ele fará, ele não o desobedecerá jamais.

É mesmo impensável de se crer em um mecanismo que seja assim tão obediente e sábio.  Se vocês forem conscientes de  todas as funções de vossos corpos, vocês ficarão surpresos. Nós não pensamos jamais em todas as coisas que são próprias do corpo fazer. É de tal modo miraculoso, tal modo misterioso. Mas vocês jamais refletiram sobre isso. Vocês nem mesmo conhecem sobre vossos corpos e se aventuram a amar os outros. É impossível, pois os outros também aparecem igualmente, em corpos.

O corpo é o maior mistério de toda a existência. É importante que amemos este mistério e exploremos intimamente seu funcionamento.

Infelizmente as religiões são contra o corpo. (...) Se um homem descobre a sabedoria no seu corpo, ele terá descoberto a sabedoria do universo em si mesmo. Terá descoberto o mistério em si mesmo. E o coração desse mistério, é o lugar santo da sua consciência.

Uma vez que tenha tomado consciência do seu Ser, verá que não existe nenhum Deus acima de vós. Somente tal homem poderá respeitar um outro homem, pois eles são o mesmo mistério que ele, expressões diferentes, uma variedade que enriquece a vida. Uma vez que o homem descubra em si a consciência, ele descobriu a chave última. Se uma educação não lhes ensinar a amar vossos corpos, se ela não vos ensina a ter compaixão por vossos corpos e a explorar os seus mistérios, ela será incapaz de vos ensinar a penetrar dentro de sua própria consciência.

O corpo é a porta - o corpo é a primeira etapa. E uma educação que nem toca na questão do corpo e da vossa consciência, será não só incompleta como ela será perigosa, ela será constantemente destrutiva.

Somente através do florescimento da sua consciência, que estarão protegidos da destruição. E este florescimento lhes dará um imenso desejo de criar - criar mais beleza, criar mais conforto no mundo.

O homem precisa de um corpo melhor, mais sadio. Ele precisa de ser mais consciente, mais alerta. O homem precisa de todo tipo de conforto e de luxos que a existência está pronta para lhe fornecer. A existência está pronta para lhes oferecer o paraíso aqui e agora, mas você estão constantemente adiando para amanhã, ou depois - será sempre após a morte.(...)

A hora certa não chega nunca. Isto é real para milhões de pessoas em todo o mundo. Estamos sempre esperando pela melhor hora, pelo melhor momento, pela conjunção astral favorável. Consultamos os astrólogos, ou vamos à cartomante.. em toda sorte de maneiras que nos digam o que devemos fazer. 
Amanhã não chega nunca - jamais chegou. É apenas uma estratégia estúpida, é apenas um adiamento. O que chega, chega sempre agora, sempre hoje.

Uma boa educação ensinará as pessoas a viverem aqui e agora, a criarem um paraíso sobre a terra. Ela vos ensinará não a esperarem pela morte para pôr fim à sua miséria. Que a morte os encontre felizes, amando, dançando.
É uma experiência estranha: se o homem pode viver sua vida como se estivesse num paraíso, a morte não pode lhe tirar nada da sua experiência.
Eu ensino que o paraíso é aqui. Ele não está em outro lugar. Para ser feliz, alguma preparação é necessária; apenas um pouco de vigilância, um pouco de compreensão."


Osho em Médicine et Méditation ( traduzido por Amidha Prem )

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Renascendo





Nasci Kin 176 de acordo com o Sincronário Maia, Guerreiro Ressonante Amarelo.
Essa informação chegou em boa hora. Vou adentrar o tempo em ciclos sincronizados com o calendário maia, e assim retomar a essência de quem sou.





Resultado de imagem para kin 176 guerreiro ressonante amarelo











Quem quiser aprender sobre o Calendário Maia sugiro esse site:

Tzolkin 


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Comunicação Não Violenta - CNV

Estou num momento muito especial de seguir o mágico fluxo da vida. E a temática da vez chega através da Comunicação Não Violenta, que é, também, um lindo caminho de Autoconhecimento.
Ainda não fiz o curso, apenas tenho o livro, que não li inteiro, mas que me acompanha e consigo folhear e aprender a cada capítulo ou parágrafo. Também gosto de ler textos de quem já pratica a CNV e assisti vários vídeos sobre o tema.

O livro do Marshall Rosenberg

Mas hoje participei de uma roda de conversa e vivência com o tema e através de alguns exercícios foi bem gostoso praticar essa comunicação, através de erros e acertos.




Lições muito importantes:

1. Observação - trazer o fato sem a minha interpretação (rótulo, julgamento, interpretação, simpatia, antipatia...)

2. Sentimento - aceitar o sentimento como algo natural. Sentir o simples. (raiva, tristeza, alegria...)

3. Necessidades - Descobrir qual a necessidade que existe por trás desse sentimento. Focar no sentimento verdadeiro. Dialogar com as necessidades. (necessidade de atenção, amor, espaço...)

4. Pedido - deve ser concreto, positivo e aberto a ouvir um "não".


"Ninguém nunca te fez sentir raiva ou te irritou."



Isso é libertador, não é mesmo? Afinal EU sou responsável pelo meu sentimento. E o que sinto tem a ver com uma necessidade.
O sentimento é algo natural e precisa ser acolhido para que a gente saiba qual é a necessidade que existe por trás.
Essa investigação é um lindo caminho de Autoconhecimento. A beleza de ouvir as necessidades e poder dialogar com elas através da empatia. Surgem janelas, acontece a conexão.

Dica de leitura para CNV entre Pais e Filhos

Sobre falar Não de forma positiva.


Esses são dois vídeos sobre CNV que eu gosto muito de compartilhar:




Foi bom rever tudo isso que lembrei dos meus primeiros estudos do Yoga e vi que estou nessa espiral do conhecimento que vai se transformando em sabedoria. E a cada volta surgem novos ítens para aprender...e cada vez mais nos aprofundamos.

E aqui os vídeos com o Marshall Rosenberg:



















sábado, 15 de abril de 2017

Vidas na sua vida

Encontrei esse filme para assistir no feriado: Lion - Uma jornada para casa. É uma história verídica, a história de Saroo, um menino indiano de 5 anos, que se perde de seu irmão numa estação de trem e vai parar em Calcutá, onde acaba vivendo nas ruas e enfrentando muitas dificuldades até ser adotado por uma família australiana. Depois de 25 anos, ele resolve buscar sua família na Índia, com a ajuda do aplicativo Google Earth.
O filme me trouxe muitas lembranças de minha infância e da viagem que fiz para a India,  mas foi bem intensa a referência que fiz ao caminho do autoconhecimento.  Essa jornada que fazemos em busca do que e quem realmente somos, como se realmente voltássemos para casa. 





Lembrando de minha infância, que parece de uma outra vida de tanto tempo que passou, ainda tenho em minha mente algumas imagens da casa onde vivi até os 3 anos de idade, de algumas cenas, e até das minhas traquinagens.

(A casa onde nasci e vivi até os 3 anos, no colo de minha avó em 1970 e atualmente, no Google Earth)

E depois, quando morei em outra cidade, outra fase de minha vida que guardo muitas lembranças mas que também já ficaram bem distantes. Adoro rever fotos da época, e voltar a sentir as mesmas sensações daquele tempo, muitas vezes lembro através dos sons, do cheiro, ao ver um objeto.
O autoconhecimento nos leva a percorrer  todas as fases da vida a todo instante, pois pode haver alguma ferida aberta, um problema não resolvido ou mesmo um erro de interpretação que pode resultar em confusão e sofrimento dos dias atuais. 
Esse caminho, que é interno e pessoal, ajuda na cura dessas feridas e do mal entendido, que por mais tolo ou pequeno que possa parecer, podem ser a origem de uma doença, de uma dor ou desequilíbrios da vida atual, impedindo que sejamos felizes e saudáveis. 
Ainda hoje eu busco (e trago) na memória muitos acontecimentos dessa época, pois lá estão respostas  e chaves para muitos questionamentos e comportamentos. Todo terapeuta acaba tendo um pouco de Sherlock Holmes. Investigamos tudo. As vidas dentro dessa vida.
Nas terapias quânticas que surgiram nessa nova era, essa busca é feita com muita amorosidade e clareza, mas é preciso cautela com a escolha do terapeuta. Eu busco sempre por indicação e também confiando na minha intuição e capacidade de percepção. Mas basicamente, um bom terapeuta é aquele que cuida de si mesmo em primeiro lugar. E isso é uma lição que aprendi e que procuro utilizar na prática, pois é assim que eu me torno um canal muito mais refinado para servir ao outro.
Vou partilhar mais desse caminho com vocês em breve. 



quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Mente e Pensamentos


O poder da mente. Com a mente, posso criar a realidade em que vivo através de pensamentos de alegria ou de tristeza, sucesso ou fracasso, saúde ou doença. 
E muitas vezes as pessoas se encontram imersas num emaranhado de pensamentos, crenças, imagens, suposições que levam à criação de um cenário hostil, com muitos obstáculos e dificuldades geralmente sem uma solução.
Através do caminho de autoconhecimento, ao simplesmente se observar, essas mesmas pessoas podem encontrar um novo padrão de pensamento ou passam a enxergar o problema ou situação através de um novo olhar, de outro viés.
E essa mudança de percepção e de pensamentos vai mudando todo esse cenário.
Toda mudança depende de uma escolha, e a cada escolha uma responsabilidade. Nem todo mundo quer assumir essa responsabilidade, então entrega seu poder a um outro alguém. E entregar o poder de escolha a outra pessoa pode levar a uma consequência muito desagradável.




A influência externa pessimista nas decisões de como me sentir, o cenário em que me situo desfavorável, até mesmo um dia chuvoso pode arruinar meu estado de espírito. Mas isso só acontece realmente se eu estiver desconectada da fonte.
Outro dia mesmo eu achei que estava fora de um contexto num grupo. Sabe aquela sensação de peixe fora d'água? E essa sensação e os pensamentos que vieram depois foram me deixando apertada, medrosa, preocupada.
Então eu me observei e percebi o que estava acontecendo e busquei me conectar com a fonte, me alinhar comigo mesma. Nesse momento fui conseguindo distinguir a realidade dos meus pensamentos que só eram suposições.


Costumo me alinhar de várias formas: meditando, silenciando, ouvindo uma música que gosto muito, com meus florais, e ultimamente com meus jogos terapêuticos.
Nessa situação em especial eu fiz meu alinhamento com o Jogo Miracle Choice, do post anterior.



Colocando minha intenção de alinhamento no jogo eu consegui logo me conectar com o Amor, e logo pensamentos de encorajamento, confiança e determinação surgiram em minha mente.
E logo fui colhendo a devolutiva do grupo, aquele que eu me achava o tal peixe. E foram só palavras positivas, verdade, conexão. Exatamente o que eu estava emanando! 




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Peregrinação


Salkantay

Eis que a vida surge com desafios, sussurros da alma, novos caminhos. E resolvo aceitar, e cumprir a tarefa.
Descubro que quanto mais aceitação, melhor fica viver. Para quem está vendo de fora pode estar vendo algo completamente diferente do que eu esteja realmente vivendo...mas isso não importa, senão a mim mesma.
O que para muitos pode parecer uma dor sem fim, um momento de muito sofrimento, na verdade tem sido um momento de aprendizado tão grandioso e de tamanha gratidão ao Universo que nem tenho palavras para descrever.
Por isso me silencio. Por isso sigo este caminho agora comigo mesma, com minha alma de peregrina.
Voltarei em breve com os resultados. 

Namastê.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Raiva


Um erro muito comum é achar que os praticantes de yoga não sentem raiva. Mas é claro que sentem!  São humanos, ora essa!
E há muita provocação envolvida, do tipo: - Nossa! Esse aí nem parece que pratica yoga...

Uma ótima definição encontrei nos meus estudos de Medicina Tradicional Chinesa esta manhã. Olha que bárbara:

"Exponha suas emoções!! Fale o que está sentindo, não guarde suas mágoas e ressentimentos, nem “engula sapos”. No entanto, um ataque excessivo de raiva pode fazer mais mal ao fígado do que três dias de bebedeira. Portanto, exponha suas emoções com moderação, na medida exata em que elas precisam ser expostas afinal, se você pode se expressar usando apenas 2 palavrões, porque usar 5?"



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Autoconhecimento: Purusha e Prakriti





"Era uma vez um planeta chamado Purusha. Pode-se dizer que Purusha era um lugar perfeito, onde todos viviam felizes. Lá não havia tempo nem espaço e todos os habitantes sentiam-se absolutamente completos. O único problema do Planeta Purusha era que lá não havia espelho algum, e sem espelhos, os habitantes desse planeta não podiam ver a si mesmos e nem conhecer a si mesmos, porque em Purusha não havia a noção de separação um do “outro”. 
Um dia, os habitantes do Planeta Purusha ouviram falar de um planeta distante chamado Prakriti, onde era possível conhecer a si mesmo em um mundo de dualidade, vivendo como um ser individual, cada um com sua própria identidade.
Este mundo de dualidade poderia ser percebido através dos cinco sentidos: audição, tato, visão, paladar e olfato. Ao visitar Prakriti, os cidadãos de Purusha poderiam continuar sentindo toda paz e alegria, e ao mesmo tempo também conhecer a si mesmos. Após essa jornada de investigação e aprendizagem, retornariam para casa mais conscientes de sua identidade real – cidadãos do Planeta Purusha.


Para viajar para o Planeta Prakriti, o povo de Purusha precisava de aeronaves especiais que pudessem resistir à atmosfera de Prakriti. Então, construíram aeronaves dos mesmos cinco elementos que compunham o Planeta Prakriti: terra, água, fogo, ar e espaço.
Cada aeronave foi construída artesanalmente, com características particulares que seguiam três modelos básicos chamados Vata, Pitta e Kapha. As aeronaves Kapha eram densas e sólidas; as aeronaves Pitta eram possantes e perfeitas; e as aeronaves Vata eram leves e rápidas.
Cada aeronave era constituída de três componentes básicos: a estrutura da nave em si chamava-se corpo físico, o piloto responsável por dirigir a nave chamava-se mente, e o passageiro principal chamava-se alma, o espírito que leva consigo a essência da felicidade e completude do Planeta Purusha. A ida para o Planeta Prakriti e a volta para Planeta Purusha seria possível somente através da integração completa de Corpo, Mente e Espírito. 
Antes de sair para a jornada ao Planeta Prakriti, os habitantes do Planeta Purusha instalaram uma potente antena transmissora para que eles pudessem sempre manter contato com seu Planeta. Essa antena chamava-se Mahat, que significa “o Grande”. Cada aeronave tinha também um computador de bordo super-inteligente, chamado Buddhi, que quer dizer inteligência suprema, para garantir que o piloto da nave sempre tivesse em contato com o Planeta Purusha.
Todas as aeronaves partiram de Purusha ao mesmo tempo, mas cada uma teve sua trajetória única. As aeronaves Kapha, pesadas e lentas, seguiram a viagem em um ritmo constante. As aeronaves Pitta, concebidas para ter um desempenho perfeito, às vezes perdiam tempo em detalhes desnecessários. As aeronaves Vata fizeram a viagem mais emocionante, explorando diferentes universos e planetas, mas muitas vezes esqueciam onde tinham deixado as chaves e perdiam muito tempo procurando. Mas no fim da viagem, todas as aeronaves chegaram ao Planeta Prakriti ao mesmo tempo. 
Ao se aproximarem de Prakriti, os pilotos prepararam os equipamentos e as ferramentas necessárias para a tão esperada temporada de exploração. Um conjunto de equipamentos chamado de jnanaendriyas servia para receber informações no Planeta Prakriti. Jnanaendriya quer dizer ferramentas para obter conhecimento no idioma do Planeta Purusha, chamado sânscrito. Os jnanaendriyas constituem os cinco sentidos: audição, visão, olfato, paladar e tato. Havia também equipamentos chamados karmendriyas, que permitiam que cidadãos de Purusha pudessem executar ações no Planeta Prakriti, tais como falar, se movimentar, pegar objetos, eliminar resíduos da nave, e até mesmo procriar novas “naves-bebês”. Com todos estes equipamentos, nada poderia atrapalhar a viagem de investigação e autoconhecimento no Planeta Prakriti.


Ao chegarem na atmosfera do Planeta Prakriti, as naves atravessaram uma série de tempestades inesperadas, repletas de turbulência, chamadas tempestades rajas, que quer dizer forte turbulência. Também atravessaram intervalos de calmaria, chamados tamas, onde nada se movia. Esses ciclos de rajas e tamas eram intercalados com breves momentos de equilíbrio perfeito chamados sattva, quando a viagem fluía bem, sem qualquer esforço.
Todas as aeronaves finalmente aterrissaram no Planeta Prakriti, mas a viagem foi muito estressante. A maioria dos pilotos ficou com amnésia crônica, esquecendo sua missão original de exploração e autoconhecimento. Esses pilotos ficaram deslumbrados com as experiências do Planeta Prakriti, não mais se lembrando de sua identidade original como cidadãos do Planeta Pususha. Os sistemas de comunicação inteligentes, buddhi, ficaram enferrujados por falta de uso, e sem buddhi funcionando adequadamente, os pilotos perderam contato com a Grande Antena Mahat, e consequentemente com o Planeta Purusha.
Com o passar do tempo, os cidadãos de Purusha passaram a acreditar que eram cidadãos do Planeta Prakriti, com personalidades próprias. Passaram a pensar que estavam em Prakriti apenas para desfrutar das vitrines dos diversos shoppings, andando em círculos, consumindo combustível e reproduzindo navezinhas. Esta condição de amnésia se chamava de avidya e este círculo vicioso de avidya denominava-se samsara.

No entanto, alguns poucos pilotos continuavam se lembrando da sua verdadeira cidadania e missão. Eles eram chamados de Rishis ou videntes e tinham a capacidade de ajudar os pilotos-esquecidos a saírem do padrão de tráfego circular do Planeta Prakriti e voltarem a se reconhecer como cidadãos do Planeta Purusha. Aqueles que decidiram retornar à sua identidade original precisavam primeiro consertar suas naves devido ao estresse crônico que sofreram com o uso excessivo dos jnanaendriyas e karmendriyas.

Os reparos eram realizados em oficinas que utilizavam uma ciência chamada Ayurveda, especializada em reequilibrar os cinco elementos, matéria-prima das naves. Às vezes, os sistemas das naves estavam tão entupidos e desequilibrados que tinham que passar por um serviço de limpeza completo chamado Panchakarma. Depois das naves terem passado por esse tratamento completo, sentiram a necessidade de ter em mãos um manual de instruções que os guiasse no caminho de volta à Purusha.

Um dos mais conhecidos e eficientes manuais de retorno foi aquele compilado por um sábio chamado Patanjali. O nome do manual chamava-se Ashtanga Yoga, um manual que continha os Oito Passos de retorno à Purusha, descritos a seguir:
Os dois primeiros passos, Yama e Niyama, descreviam como os pilotos deveriam se comportar na viagem de volta.
O terceiro passo, chamado Asana, era necessário para assegurar que as estruturas das aeronaves permaneceriam estáveis e firmes para que a viagem fosse confortável e segura.
O quarto passo, Pranayama, dava as instruções sobre o adequado abastecimento e distribuição de energia durante a viagem.
O quinto passo, Pratyahara, consistia em remover a atenção dos pilotos de todas as distrações do Planeta Prakriti, para que pudessem se concentrar na missão de volta ao Planeta Purusha.
O sexto passo, Dharana, estabelecia uma direção certa e contínua, rumo ao Planeta Purusha.
O sétimo passo, Dhyana, ou meditação, descrevia um estado ideal de vôo no qual todos os sistemas das naves (corpo, mente e espírito) estariam funcionando de forma integrada, guiados por Buddhi, em contato cons-tante com Mahat, mantendo de forma contínua uma comunicação clara com Purusha.
Através deste Manual dos Oito Passos de Patanjali, muitas naves puderam voltar para casa, e quando chegaram, reassumiram sua verdadeira identidade como cidadãos do Planeta Purusha, retornando para um estado de perfeita união, chamado Samadhi, o último passo.
Ao voltarem, no entanto, os cidadãos de Purusha já não eram mais os mesmos de quando haviam partido. Agora, esses cidadãos de Purusha possuíam a experiência do espelho do autoconhecimento. Eles conheceram o Planeta Prakriti, o mundo da dualidade, e então, retornando ao Planeta Purusha, tornaram-se plenamente conscientes de sua natureza intrínseca de paz e completude.


O aprendizado mais profundo dessa viagem, que é a jornada de todos aqueles que trilham o caminho do Yoga, é que Purusha e Prakriti são, na realidade, um só planeta, e que nós podemos viver a vida em estado de Purusha em meio ao mundo de Prakriti."

Filosofia Samkhya: para crianças de todas as idades
(Este texto maravilhoso foi escrito pelo professor Joseph Le Page.)

sexta-feira, 9 de março de 2012

Eneagrama


O auto conhecimento tem me proporcionado cada vez mais equilíbrio e amadurecimento emocional. Conhecendo melhor a mim mesma, entendo melhor o outro. 
Compreendendo minhas próprias emoções e reações, compreendo as reações dos outros.
O eneagrama é utilizado como um mapa de desenvolvimento humano. E faz parte de um outro estudo que iniciei este ano.

Leia mais sobre o eneagrama aqui e faça o teste gratuito aqui .

Depois do teste veja as características do tipo mais evidente, ou simplesmente conheça as características marcantes dos nove tipos: clique aqui .