quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Feliz 2012!

Hoje foi o encerramento de uma das turminhas de Yoga, e li esta mensagem que compartilho com todos vocês:

(Margem do rio Ganges, Rishikesh)

As 4 Leis da Espiritualidade:


1ª Lei: “A pessoa que vem é a pessoa certa”.
Significa que ninguém está em nossa vida por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor estão interagindo conosco. Há sempre algo que nos faz aprender e avançar em cada situação.
2ª Lei: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido”.
Nada, nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…, talvez não teria acontecido se eu…”. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos alguma lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.
3ª Lei: “Toda vez que você iniciar é o momento certo”.
Tudo começa na hora certa: nem antes, nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é o momento em que as coisas acontecem.
4ª Lei: “Quando algo termina, acaba realmente”.
Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas foi para a nossa evolução, por isso, é melhor seguirmos em frente e nos enriquecermos com cada experiência.

“Se um dia você tiver que escolher entre o mundo e o amor, lembre-se: Se escolher o mundo ficará sem amor, mas se você escolher o amor, com ele conquistará o mundo”. ALBERT EINSTEIN

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Os cinco estados da mente humana:












Ksipta – no seu mais baixo estado de consciência, a mente é altamente agitada e incapaz de raciocinar, escutar ou ficar quieta! Ela é como um macaco bêbado, pulando de um galho para outro: os pensamentos, sensações e as percepções ficam num vai e vem.

Mudha – neste estado, nenhuma informação parece chegar ao cérebro.  É como um búfalo mergulhado na água, inerte, ficando horas sem fim no mesmo lugar. A mente pode ficar assim depois de uma refeição pesada, ou quando se dorme de menos. A pessoa fica completamente desatenta: pode estar segurando suas chaves e ainda assim perguntar, ”onde estão minhas chaves?” Também acontece depois de se perder um ente querido, de sofrer uma grande decepção ou até mesmo quando algo que era muito desejado não pôde ser conquistado. A pessoa simplesmente desiste de tudo e perde o interesse.

Viksipta – Aqui a mente esta recebendo as informações, mas parece incapaz de processá-las. A mente oscila em confusão, com um dialogo interno como, “Eu quero fazer algo, mas eu não posso fazer. Devo fazer isso ou aquilo?”. É o estado mais comum da mente. Ela alterna o tempo todo: o saber e a incerteza, a autoconfiança e a insegurança. A mente se depara com obstáculos e dúvidas.



Ekagrata – neste estado, a mente está relaxada, mas não sonolenta. A pessoa está pronta para focar e prestar atenção, pré-requisitos para a meditação, corresponde a dharana. Uma boa aula de yoga pode levar esta mente a um estado de atenção relaxada. Temos direção e progredimos nela, mantendo a atenção. Levamos a mente do estado de viksipta a ekagrata.


Nirodha – Aqui sua mente não esta distraída por pensamentos aleatórios, mas esta totalmente absorvida no objeto de seu foco. Isto pode ocorrer na meditação ou quando a pessoa está totalmente envolvida em alguma coisa. É o quinto e mais elevado estado da mente. Nada mais preocupa. Menos perguntas surgem na mente. A mente não se perde mais em assuntos paralelos. Não se preocupa mais com o que os outros  vão pensar. A mente fica "envelopada"por interesse. Nirodha = ni (grande intensidade interna) e rodha (estar envelopado).

Durante nossa pratica seja de meditação, pranayama, asanas ou qualquer outra das inumeras técnicas do yoga é muito importante estarmos conscientes em qual destes cinco estados nossa mente se encontra.

O mestre B.K.S. Iyengar vem desenvolvendo um estudo sobre como cada parte de nosso corpo é regido por estes cinco estados de consciência durante a pratica, principalmente a dos asanas.
Ele ensina que só quando nossa consciência estiver conectada com cada fibra muscular, cada célula, cada parte do nosso corpo e nossa energia e consciência estiver presente da planta do pé ao topo da cabeça um asana estará sendo executado de forma precisa.

Em yoga estamos tentando criar condições nas quais a mente se torna tão útil quanto for possível para as nossas ações.
É preciso se preocupar com o alinhamento do seu corpo, mas sempre sem esquecer de sua consciência e o direcionamento de sua energia durante a prática, conectando-se cada vez mais com os aspectos mais sutis e finalmente com sua verdadeira essência, sua verdadeira natureza.

O alinhamento do corpo deve levar ao alinhamento da mente e o alinhamento da mente por sua vez, deve levar ao alinhamento da consciência!

Um yogue não é alguém que viu algo que os outros NUNCA viram; mais precisamente, é alguém que vê o que os outros AINDA NÃO viram.



Fonte: Livro "O coração do Yoga" - T.K.V. Desikachar

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Treinando para Sirshasana (Pouso sobre a cabeça)

Satsang Marco Schultz - Dezembro 2011



Que tal encerrar o ano com chave de ouro? 


Mantras com Marco Schultz.


São Paulo - 02 de dezembro - sexta feira - 20h30
Local: ICDEP
Endereço: Rua Juréia, 349 - Chácara Inglesa (próximo ao metro Santa Cruz)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Meditação Guiada Aberta - Arte de Viver


    • Sábado, 3 de Dezembro de 2011
    • Hora
      11:00 até 12:30


  • Onde
    Sede Arte de Viver_Sede Vila Nova Conceição, R.Sampaio Gois, 70 (Próximo ao Parque do Ibirapuera), São Paulo (São Paulo, Brazil)
  • Descrição
    YOGA, RESPIRAÇÃO, MEDITAÇÃO E MUITA ALEGRIA!!!

    Venha participar da última Meditação Guiada Aberta da Arte de Viver na sede da Vila Nova Conceição de 2011!

    Esta é uma oportunidade para celebrar o novo ano que se aproxima!!!

    Participe e convide seus amigos!!!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Prana, a energia vital



Prana com referência a nós humanos, pode ser descrito como algo que flui continuamente de algum lugar dentro de nós, preenchendo-nos e nos mantendo vivos: é a vitalidade.
Textos antigos como o Yoga Yajñavalkya nos dizem que, quando alguém está com problemas, agitado ou confuso, tem mais prãna fora do corpo do que dentro. A quantidade de prãna fora do corpo é maior quando não nos sentimos bem; nessas horas a qualidade do prãna e sua densidade dentro do corpo está reduzida. Pouco prãna dentro do corpo pode se expressar como uma sensação de estar preso ou restrito. Pode também se mostrar como uma falta de vigor ou motivação para fazer qualquer coisa; ficamos prostrados ou até deprimidos.
(...)
O que quer que aconteça na mente influencia a respiração; a respiração se torna mais rápida quando estamos agitados e mais profunda e calma quando relaxamos.
Nossas ações às vezes perturbam a mente, fazendo com que o prãna exsude do corpo.

Por meio da prática dos exercícios respiratórios (Pranayamas), revertemos esse processo, pois uma mudança no padrão da respiração influencia a mente.
A idéia de o prãna existir dentro ou além do corpo pode ser compreendida como um símbolo de nosso estado mental. Quando a mente está tão clara como um cristal transparente, não há nada que possa perturbar o corpo; não há "lixo"acumulado. Por outro lado, se notamos hesitação, descontentamento, medo de fazer algo porque pode ser impróprio, e assim por diante, podemos concluir que há bloqueios no sistema.
(...)
O elo entre mente e respiração é o mais significativo. O Yoga Sutra diz que quando praticamos Pranayama, o véu é gradualmente retirado da mente e passa a haver uma crescente clareza. A mente torna-se pronta para a meditação profunda.
(...)
O prana entra no corpo no momento em que há uma mudança positiva na mente. (...) As mudanças da mente podem ser observadas primeiro nos nossos relacionamentos com outras pessoas. As relações são o teste para saber se estamos de fato entendendo melhor a nós mesmos. (...)

(Fonte: O coração do Yoga - T. K. V. Desikachar - capitulo: Pranayama)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Não acredite...

Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. 

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. 

Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. 

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. 

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. 

Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.

Buda

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Poesia Sufi



     Yunus Emré, em tempos muito antigos, inventou contos mais duráveis que a memória de sua própria vida. Foi também um incansável buscador da verdade. Aos vinte anos aproximadamente, ou talvez mais jovem ainda, veio-lhe ao coração uma avidez pelo conhecimento que o levou pelos caminhos do mundo. Ele partiu na esperança que essa sede de saber o conduzisse a um mestre que o iluminasse. Esse mestre foi-lhe dado encontrar depois de dez anos de errância miserável, no grande vento de uma colina, em plena estepe da Anatólia. Chamava-se Taptuk e era cego.

     Taptuk também havia viajado muito, mas por caminhos diferentes dos de Yunus. Adolescente ainda, raspou sua cabeça e sobrancelhas e vestindo um gorro de feltro vermelho foi combater invasores mongóis. Atravessou tantas derrotas quantas efêmeras vitórias. Cavalgou com o sabre entre os dentes, perseguindo homens tão loucos quanto ele.
     Odiou, pilhou, matou, cem vezes perdeu e encontrou sua alma no furor dos combates, até que finalmente o silencio se abateu sobre sua cabeça. Numa noite de derrota, ele foi deixado como morto num campo de batalha, à beira de um riacho. Lá, uma mulher, a primeira de sua existência com exceção de algumas prostitutas de tavernas, finalmente debruçou-se sobre ele. Ela o recolheu, cuidou dele até curá-lo. Só não pode devolver-lhe a visão que lhe tinha sido tomada por um sabre inimigo. Ela então lhe ofereceu sua vida, sua mão para conduzi-lo. Desse dia em diante, guiado por sua esposa, Taptuk não sonhava outra coisa a não ser encontrar ele mesmo um caminho até a fonte silenciosa de onde se eleva a luz que torna todas as coisas simples.
     Uma noite, nesse deserto seco onde ninguém se aventurava, com exceção de alguns pastores, ele alcançou a fonte. Lá, construiu sua casa. Outros buscadores juntaram-se a ele, de tempos em tempos, levados por não se sabe que vento da alma. Eles reconheceram nesse homem imponente e de poucas palavras o mestre que eles esperavam. Construíram suas cabanas perto da sua e em volta levantaram uma paliçada.
     Quando Yunus Emré chegou a esse lugar, o monastério de Taptuk, o cego, não era mais do que isso: algumas choupanas baixas rodeadas por um muro de pedras secas na estepe infinita. Taptuk, assim que apalpou o rosto e os ombros deste andarilho faminto de saber, prometeu-lhe a verdade.
     - Ela chegará aos poucos, disse-lhe. Por enquanto seu trabalho será varrer sete vezes por dia o pátio do monastério. Yunus obedeceu de coração. No instante mesmo em que se viu diante desse ancião de cabeça raspada, uma confiança inquebrantável apoderou-se dele. Sete vezes por dia ele varria o pátio com entusiasmo, saudando alegremente o mestre e seus discípulos, quando eles se reuniam na casa da esposa onde Taptuk, o cego, ensinava todas as manhãs. Mas ninguém respondia às suas saudações. "Está bem que os discípulos me ignorem, dizia-se, mas aquele que  tão bem me acolheu em sua casa, por que não me dirige a palavra?"
     Assim se passou um ano, depois dois e tres anos, sem que ninguém falasse com ele. Então, seu coração tornou-se pesado. "Sem duvida este silencio significa alguma coisa, pensou, seguramente meu mestre quer ensinar algo para minha alma, pois é à alma que se dirige a palavra sem voz.
     "Refletiu sobre sua solidão, enxotando sete vezes por dia o pó que o vento trazia sem cessar para o pátio do monastério. Enfim, numa manhã de primavera, ao sair de sua cabana, a vassoura nos ombros, uma luz lhe veio. "Descobri! Taptuk quer ensinar-me a paciência", se disse ele. Seu coração encheu-se de júbilo e ele voltou a varrer o pátio com um ardor renovado.
     Cinco anos se passaram. Dois outros se escoaram ainda, depois tres, depois cinco novos anos, sem que sua sorte mudasse. Então Yunus desesperou-se. "Que fiz eu para merecer tão longa indiferença?"se disse ele. Talvez meu mestre tenha me esquecido. Ou talvez não seja eu para ele senão um idiota recolhido por piedade, bom apenas para varrer o pátio. Esforçou-se, no entanto, para refletir desapaixonadamente. Numa noite de tempestade, veio-lhe ao espírito que Taptuk quisesse lhe ensinar a humildade. Em meio à escuridão atormentada em que se encontrava, ele sorriu. "É isso. Ele quer me ensinar a humildade". Na manhã seguinte, quando iniciou o trabalho, seus gestos estavam mais comedidos e, porque seu coração estava em paz, ele se põs, enquanto varria o pátio, a cantarolar. Pouca coisa. Palavras que lhe subiam aos lábios e que ele deixava ir ao vento pela única satisfação de ouvir voz humana. Entretanto, sua confiança em Taptuk pouco a pouco o deixou. Este homem, decididamente, o enganara. Ele não tivera jamais a intenção de ensinar-lhe o que havia prometido. "Perco minha vida a esperar", se disse ele.
     Cinco anos ainda, varreu o pátio, sem que ninguém o escutasse. Uma noite, cansado dessa miserável existência e convencido de que ninguém se aperceberia de sua ausência, decidiu deixar aquele lugar onde, depois de quinze anos de humilde paciência, não havia encontrado senão amargura e melancolia.
     Ele se foi pela noite, caminhando sempre em frente. Andou até o amanhecer, embriagado de liberdade sem esperança. Sentiu fome e sede mas não havia nenhuma fonte onde saciar-se, nenhum abrigo onde pudesse refazer as forças neste infinito deserto de ervas amarelecidas, pedras e vento.
"Vou morrer, se disse. Que importa? Mais vale morrer caminhando do que varrendo o pátio de um louco". Andou, por tres dias inteiros. Na noite do terceiro dia, no momento em que ia deitar-se sobre um rochedo para oferecer seu corpo extenuado aos abutres, percebeu ao longe um acampamento. Surpreendeu-se. Nenhum viajante viria a essas terras. Quem poderiam ser essas pessoas? Aproximou-se. Viu homens sentados na entrada de uma grande tenda. Festejavam rindo e falando alto. Quando o viram, fizeram sinal e, gritando alegremente , convidaram-no a compartilhar sua refeição. Frutas deliciosa, assados apetitosos, bebidas de todas as cores em frascos de vidro estendiam-se  em profusão sobre
um tapete de lã. Yunus acercou-se deles, bebeu, comeu, e finalmente ousou perguntar a essas pessoas por qual milagre, neste deserto hostil, eles se achavam assim providos de alimentos tão raros, como ele jamais havia experimentado.
    Uma voz conduziu-nos aqui, disseram-lhe. Com certeza é o melhor lugar do mundo. Todos os dias o vento nos traz de longe os cantos de um dervixe desconhecido. Basta escutá-los e cantá-los que logo aparecem diante de nós todas essas iguarias suculentas que você vê. seríamos loucos, se fossemos viver noutro lugar.
      Yunus extasiou-se, confessou que jamais conhecera magia igual e atreveu-se a perguntar a seus companheiros se eles poderiam ensinar-lhe tais cantos para que ele não morresse de fome pelo caminho.
     - Com prazer, responderam os homens. E se puseram a cantar. Então Yunys, com os olhos arregalados e a boca aberta, ouviu os cantos que ele mesmo inventara durante cinco anos, varrendo o pátio do monastério. Reconheceu as mesmas palavras que pronunciara com o único desejo de enganar a solidão. Músicas nascidas do seu coração, na esperança de espantar a melancolia. Eram a sua obra. No mesmo instante ele compreendeu para qual trabalho ele estava neste mundo, experimentou a pura verdade de sua alma e sofreu a pior vergonha pensando em Taptuk que o havia instruído, sem que ele percebesse, como a um filho infinitamente amado. Então abraçou e beijou os homens que o haviam acolhido e voltou ao monastério correndo e chorando. "Taptuk me perdoará por eu ter duvidado dele? se dizia ele, bebendo o vento. Algum dia ele me perdoará?"
     Já era noite quando chegou à porta carcomida que fechava a paliçada. Bateu chamando e pedindo piedade. O rosto de esposa  de Taptuk apareceu em cima do muro.
     -Eis que está de volta, Yunus, disse ela docemente."Pobre criança! Não sei se Taptuk o aceitará de novo entre nós. Sua partida o desesperou.'"Que desgraça, disse-me ele, meu filho mais querido deixou-me. Que vale a minha vida daqui para frente ? "Vou abrir. Você vai dormir na poeira do pátio. Amanhã, quando seu mestre fizer o passeio matinal, vai bater o pé no seu corpo. Se ele disser: "Quem é este homem?", então, você deverá partir para sempre. Mas se disser: "É você, meu bom Yunus?", então saberá que pode outra vez viver em sua presença. Entre, meu filho.
     Yunus deitou-se na poeira do chão. Ao amanhecer viu aproximar-se Taptuk, o cego, com sua esposa. Fechou os olhos, sentiu um pé contra suas costas e ouviu:
     - É você, meu bom Yunus?
     Ele se levantou inebriado de luz e de felicidade, correu para sua vassoura e começou novamente a varrer o pátio.
     Assim ele fez até sua morte, sem falhar um único dia, quando se tornou semelhante ao pó mil vezes levado pelo vento, seus cantos se elevaram, invadiram os lugares onde viviam os homens e os nutriam com uma bondade tão perseverante que ainda hoje, nove cidades na Anatólia reivindicam o privilégio de ter em seu território o verdadeiro túmulo de Yunus Emré, o homem que Taptuk, o cego, iluminou.


(Fonte: Poesia Sufi )

terça-feira, 25 de outubro de 2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Liberdade é YOGA - YOGA é liberdade

Os doshas - Ayurveda


Vata: ao sabor do vento




Este dosha controla todo o movimento biológico, como a inspiração e a expiração, a circulação sanguínea, os impulsos nervosos, os batimentos cardíacos, a comida que entra e sai, o fluxo dos pensamentos. Vata é responsável por começar as coisas – por isso, quando em desequilíbrio, a pessoa deste dosha fala muito sem chegar a nenhuma conclusão, gasta dinheiro à toa, compra demais sem, no entanto, adquirir nada necessário.

A energia de vata controla o sistema nervoso e concentra-se na região do cólon (intestino grosso), pélvis, juntas sacro-ilíacas e lombar. Quando o dosha entra em desequilíbrio, esses são os primeiros órgãos a apresentar problemas.

Características físicas

São pessoas altas ou baixas, porém sempre magras, de estrutura corporal pequena e angulosa. Têm ombros e quadris estreitos.

Podem comer muito e não engordar. No entanto, seu peso pode flutuar durante a vida e, ao envelhecer, às vezes ganham alguns quilos. O apetite é irregular e podem ter fome a qualquer hora, bem como pular refeições.

As juntas são secas, barulhentas e protuberantes. Os dentes são pequenos e também protuberantes. Têm mãos e pés gelados e sentem muito frio. Em geral têm olhos pequenos e cabelos finos e encaracolados. A pele é seca.

Dormem pouco – normalmente seis horas são suficientes – e em horários diversos. De sono leve, acordam com qualquer barulho. São superativas, mas se cansam com facilidade, podendo chegar à exaustão. Isso gera sensação de fraqueza, sobretudo se têm dificuldade para dormir. Necessitam de muito repouso e se beneficiam com rotinas e hábitos regulares.

Características psicológicas

Tendem a ser alertas, com uma mente rápida e ativa. Aprendem novos conceitos e ideias num piscar de olhos, mas tendem a esquecer o que aprenderam com igual rapidez. Como o vento, pensam, falam, andam e movem-se depressa, geralmente sem parar. Gostam de movimento e de novidades. Mudam de ideia e de humor o tempo todo. Amam a liberdade.





Pitta: pode vir quente que ele está fervendo



Dinamismo e paixão caracterizam as pessoas de pitta. O dosha do fogo representa o metabolismo, sendo responsável por todas as transformações químicas que ocorrem no organismo. Pitta faz a digestão, traz luminosidade para o olhar, regula a temperatura e é fonte de energia.

Este dosha se concentra na região abdominal: intestino delgado, parte baixa do estômago e fígado. Quando o dosha entra em desequilíbrio, esses são os primeiros órgãos a sofrer.

Características físicas

Pessoas de estrutura e constituição corporal média. Mantêm o peso sem flutuações importantes.

A pele é clara ou avermelhada, muitas vezes com sardas e com tendência a manchar. Como a temperatura do corpo é alta, transpiram e ruborizam com facilidade. Também por isso são avessas ao calor e à exposição prolongada ao sol.

Têm olhos penetrantes, de tamanho médio. Cabelo fino e sedoso, normalmente loiro, castanho claro ou ruivo. A tendência é ficarem com os cabelos grisalhos precocemente, e, no caso dos homens, carecas.

Têm excelente digestão e grande apetite. Ficam irritadas se pulam ou atrasam uma refeição. O intestino também funciona com regularidade. Costumam acordar no meio da noite com fome, sede ou calor. Dormem profundamente, por curtos períodos de tempo. Têm forte impulso sexual.

Características psicológicas

É o dosha de maior inteligência e também raiva. O raciocínio é rápido, enquanto a mente tem poder de foco e organização. São pessoas ordeiras, enérgicas e competitivas, além de corajosas e independentes. Têm a fala articulada e precisa. Têm iniciativa e costumam dominar as situações. Costumam julgar os outros.


Kapha: devagar e sempre




Representa estabilidade e pé no chão. É o dosha responsável por nossa estrutura e sistema linfático. Também é kapha que dá suporte e nutre o sistema nervoso, lubrifica o trato digestivo, as articulações e o trato respiratório, regula água e gordura.

Sua energia se concentra na parte alta do estômago e nos pulmões e vias respiratórias – os primeiros órgãos a adoecer quando kapha entra em desequilíbrio.

Características físicas

As pessoas de kapha têm uma estrutura corporal sólida, ganham peso com facilidade e têm tendência à obesidade e muita dificuldade para emagrecer.

A pele clara é lustrosa, suave e sedosa, e apresenta certa palidez. Têm lábios carnudos, dentes brancos e fortes, bochechas fofas e olhos grandes, de cílios longos. Cabelos grossos, pretos e brilhantes.

De digestão lenta, podem sentir-se pesadas após comer. Não têm muito apetite e toleram bem pular refeições. A eliminação é regular. Precisam de um período maior de descanso e seu sono é pesado e profundo. Transpiram pouco e detestam tempo frio e úmido. Têm tendência a acúmulo de muco.

Características psicológicas

São lentas em todos os aspectos, como movimentos e raciocínio. Aprendem devagar, mas têm excelente memória. Amáveis, cheias de compaixão, conciliadoras e de bom senso, as pessoas de kapha costumam ser excelentes como amigos e pais.

O apego a gente e coisas, bem como ao passado, faz parte de sua natureza. Não se preocupam nem ficam bravas com facilidade. Emocionalmente estáveis, são agradáveis e carinhosas. Pensam muito antes de tomar qualquer decisão.



Fonte: Texto retirado do livro Ayurveda, Cultura de Bem Viver, de Márcia De Luca e Lúcia Barros.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Yoga Gestantes - sequência



(Em inglês)


Atenção!
Para minhas alunas gestantes que já praticam essas posturas nas aulas.
Contra-indicada a prática antes do terceiro mês de gestação por ser um período muito delicado para o bebê. Pratiquem somente com a aprovação e acompanhamento médico.




sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Uma linda mensagem!

Flor de Lótus


Foto tirada em Varkala, India - janeiro 2010 pela amiga Lilian

Ontem pela manhã dirigindo para o trabalho fiquei pensando na flor de lótus. Dois símbolos que admiro e uso muito em minha vida: flor de Lótus e borboletas, e coloquei na minha lista mental o item : - Estudar a simbologia da Lótus. 
O que eu não imaginaria é que eu resolveria assim tão rápido. E nem precisei do Google...

No breve intervalo da hora do almoço fui folhear uma das minhas revistas de yoga e eis que...abro na página certa. Até assusta...

"Flores Livres

(texto publicado na revista Yoga Journal Abril/Maio 2011)

Pankajam é uma das muitas palavras sânscritas para lótus e significa "o que nasce fora da sujeira ou da lama". A flor de lótus nasce no pântano, mas cresce acima dele, no topo do lamaçal, assim não é suja pelo pântano de onde veio.
Que algo tão bonito e puro possa surgir acima de onde se origina faz do lótus um símbolo de kaivalyam, ou libertação. Kaivalyam é sinônimo de liberdade de sofrimento, que é o objetivo máximo do Yoga.
A pétala de lótus não absorve o que cai nela; a água cai e desliza, sem afetar a pétala. Nós também deveríamos lutar para que a mente fique sem perturbações por qualquer coisa que tenha contato.
Não importa nossa experiência ou em quais circunstâncias nascemos, temos um potencial de lótus. - Kate Holcombe."

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vinyasa Yoga

Vinyasa, ou respiração sincronizada com movimentos, consiste em realizar os asanas e as transições entre asanas ligando as inspirações e expirações respiratórias a um determinado movimento. O objetivo é aquecer o corpo através da respiração e com isso facilitar os movimentos. 
Com o calor, os fluidos corporais se tornam menos viscosos, melhoram circulação e a eliminação de substâncias nocivas à saúde. Durante a prática de asanas, os líquidos sinoviais nas articulações se tornam mais líquidos, ampliando a capacidade articular gradualmente. Os músculos e tendões se se acomodam melhor em suas posições devido à frequente utilização de força e alongamentos. A prática de asanas junto com a respiração sincronizada e com os bandhas, melhoram a capacidade inspiratória e expiratória, além de fortalecer e alongar os músculos intercostais.
Esta semana estamos trabalhando força e flexibilidade, Surya Namaskar A e B, e técnicas variadas de meditação.







segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Timo - um texto maravilhoso de Sonia Hirsch


TIMO, A CHAVE DA ENERGIA VITAL



"No meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca quando diz Eu, fica uma pequena glândula chamada timo. Seu nome em grego, thymos, significa energia vital. Precisa dizer mais? Precisa, porque o timo continua sendo um ilustre desconhecido.
Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando nos estressamos e mais ainda se adoecemos. Esta característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só o conhecia através de autópsias e sempre o encontrava encolhidinho. Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam timos adultos perfeitamente saudáveis com megadoses de raios-x, achando que seu tamanho “anormal” poderia causar problemas.
Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente ativo: é um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas adrenais e a espinha dorsal, e está diretamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem. Como uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fora e para dentro. Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora.
Mas também é muito sensível a imagens, cores, luz, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos. Amor e ódio o afetam profundamente. Idéias negativas têm mais poder sobre ele do que vírus ou bactérias  já que não existem em forma concreta, o timo fica tentando reagir e enfraquece, abrindo brechas para sintomas de baixa imunidade como herpes, por exemplo. Em compensação, idéias positivas conseguem dele uma ativação geral de todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas.
Um teste simples pode demonstrar essa conexão. Feche os dedos polegar e indicador na posição de OK, aperte com força e peça para alguém tentar abri-los enquanto você pensa “estou feliz”. Depois repita pensando “estou infeliz”. A maioria das pessoas conserva a força nos dedos com a idéia feliz e enfraquece quando se pensa infeliz. (Substitua os pensamentos por uma bela sopa de legumes ou um lindo sorvete de chocolate para ver o que acontece...)
Este mesmo teste serve para lidar com situações bem mais complexas. Por exemplo, o médico precisa de um diagnóstico diferencial - seu paciente tem sintomas no fígado que tanto podem significar câncer quanto abcessos causados por amebas. Usando lâminas com amostras, ou mesmo representações gráficas de uma e outra hipótese, testa a força muscular do paciente quando em contato com elas e chega ao resultado. As reações são consideradas respostas do timo e o método, que tem sido demonstrado em congressos científicos ao redor do mundo, já é ensinado até na Universidade de São Paulo (USP), a médicos acupunturistas.
O detalhe curioso é que o timo fica encostadinho no coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito... “Fiquei de coração apertadinho”, por exemplo, revela uma situação real do timo, que só por reflexo envolve o coração. O próprio chacra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem muito mais a ver com o timo do que com o coração – e é nesse chacra que, segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do estágio animal para o estágio humano.
“Lindo!”, você pode estar pensando, “mas e daí?” Daí que, se você quiser, pode exercitar o timo para aumentar sua produção de bem-estar e felicidade.
Como? Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir.
Fique de pé, os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e não sobre o calcanhar, e mantenha toda a musculatura bem relaxada.
Feche qualquer uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o ritmo assim: uma forte e duas fracas. Continue por três a cinco minutos, respirando calmamente enquanto observa a vibração produzida em toda a região torácica.
O exercício estará atraindo sangue e energia para o timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, coração, brônquios e garganta. Ou seja, enchendo o peito de algo que já era seu e só estava esperando um olhar de reconhecimento para se transformar em coragem, calma, nutrição emocional, abraço.
Ótimo. Íntimo. Cheio de estímulo. Bendito timo.

No livro: Meditando na Cozinha.
O livro Didó também fala sobre o timo.

Sônia Hirsch é uma jornalista e escritora autora de vários livros sobre a saúde.

domingo, 18 de setembro de 2011

108 Suryas



Venha celebrar a chegada da primavera com essa prática milenar,
respeitando o seu ritmo, de forma fluída e no seu tempo.


Dia 01 de Outubro - Sábado - 10hs da manhã.


Local:
Vila Yoga
Av. General Ataliba Leonel, 3100, 02247-001 São Paulo, Brazil

Telefone:
2971-1407 | 2978-5219

Website

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Desafios


Todo dia surge um novo desafio, e encarando como uma lição a ser aprendida só temos a ganhar.
Qual será o seu desafio de hoje?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Os Mudras

Não entendo muito do assunto, então vou estudando...Caso surjam erros, vou corrigindo.

São posturas e gestos feitos com a mão com o intuito de estimular e equilibrar os pontos de energia do corpo humano. Mas, por trás de cada um destes posicionamentos, escondem-se significados místicos repletos de sabedoria e tradição. São gestos que nos permitem sintonizar com frequências específicas de energia do Universo. Segundo Yoga e Ayurveda, a saúde plena é o resultado dessa sintonia em que o ser individual, o microcosmo, sincroniza-se com o Universo, o macrocosmo. Essa sincronia é a base do equilíbrio e da cura. Assim, os Mudras são ferramentas poderosas para otimizar a saúde.
Mudrá ou mudra é uma palavra sânscrita que significa gesto, selo ou matriz. Os mudrás são a fonte de uma linguagem gestual e corporal que se origina na tradição tântrica, e está indissoluvelmente associada ao registro akáshico, o espaço sutil onde estão armazenados todos os conhecimentos e feitos da Humanidade desde seus primórdios.
Essa linguagem busca a realização de determinados estados de consciência através da simbologia e das mensagens contidas em certos gestos arquetípicos que atuam por ressonância e associação neurológica.
Tocam os estratos mais profundos do ser humano, permitindo-nos redescobrir o conhecimento escondido em cada gesto e transportar-nos aos processos de consciência a que eles aludem.
No contexto do Hatha Yoga, os mudras são elementos que dão suporte à prática. Outros componentes dos suportes do Yoga são: os bandhas ou contrações, os kriyas ou técnicas de purificação interna e os mantras ou sons sagrados.
No Gheranda Samhita, texto clássico do Hatha Yoga, encontramos que "o processo útil que colabora nas práticas de pranayama, pratyahara, dharana, dhyana e samadhi(1) se denomina mudra"
(Souto, 2002). Constatamos, assim, que os mudras estão ligados às principais técnicas utilizadas no Hatha Yoga, e em geral são praticados concomitantemente com elas.

Jñana mudra significa 'o gesto que outorga o conhecimento'. Os dedos indicador e polegar se unem pelas pontas, formando um círculo, e os outros permanecem juntos e descontraidamente estendidos. Este mudra também recebe o nome de shráddha prána kriyá, significando shráddha atenção, verdade, lealdade. Prána kriyá refere-se à dinamização da energia vital.
Este mudrá é amplamente utilizado para a prática de pranayama e meditação. Fecha um circuito
eletromagnético no corpo sutil do praticante, impedindo que a energia se disperse durante a prática de Yoga. Estimula a respiração e a irrigação sangüínea no cérebro, aumenta as capacidades intelectuais e a memória e facilita a concentração no Ajna chakra, centro do conhecimento intuicional.
Se você for usar este gesto para respiratórios ou concentração, lembre que a posição sentada deve ser estável porém cômoda, mantendo a coluna vertebral naturalmente ereta, os ombros, braços e pernas relaxados e a fisionomia descontraída. No contexto da dança, simboliza sinais favoráveis, cerimônias auspiciosas, determinação, decisão, ensinamentos, guirlandas de flores, meditação, o yantra Om. Na iconografia hindu simboliza sabedoria.

Fonte dos textos: Pedro Kupfer e do livro "Mudra, gesto de poder"




Esse mudra estimula a tranquilidade, o conhecimento e a capacidade de concentração.
Num dos cursos de yoga que fiz a professora explicou o significado desse mudra: o dedo mínimo representa a maneira errada como nos vemos. O dedo anelar representa o apego. O médio, o nosso ego. O indicador é o dedo do julgamento, da nossa consciência individual e o polegar a consciência divina, que fica sobre o indicador.

Texto da Montanha Encantada