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domingo, 17 de fevereiro de 2013

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Os cinco estados da mente humana:












Ksipta – no seu mais baixo estado de consciência, a mente é altamente agitada e incapaz de raciocinar, escutar ou ficar quieta! Ela é como um macaco bêbado, pulando de um galho para outro: os pensamentos, sensações e as percepções ficam num vai e vem.

Mudha – neste estado, nenhuma informação parece chegar ao cérebro.  É como um búfalo mergulhado na água, inerte, ficando horas sem fim no mesmo lugar. A mente pode ficar assim depois de uma refeição pesada, ou quando se dorme de menos. A pessoa fica completamente desatenta: pode estar segurando suas chaves e ainda assim perguntar, ”onde estão minhas chaves?” Também acontece depois de se perder um ente querido, de sofrer uma grande decepção ou até mesmo quando algo que era muito desejado não pôde ser conquistado. A pessoa simplesmente desiste de tudo e perde o interesse.

Viksipta – Aqui a mente esta recebendo as informações, mas parece incapaz de processá-las. A mente oscila em confusão, com um dialogo interno como, “Eu quero fazer algo, mas eu não posso fazer. Devo fazer isso ou aquilo?”. É o estado mais comum da mente. Ela alterna o tempo todo: o saber e a incerteza, a autoconfiança e a insegurança. A mente se depara com obstáculos e dúvidas.



Ekagrata – neste estado, a mente está relaxada, mas não sonolenta. A pessoa está pronta para focar e prestar atenção, pré-requisitos para a meditação, corresponde a dharana. Uma boa aula de yoga pode levar esta mente a um estado de atenção relaxada. Temos direção e progredimos nela, mantendo a atenção. Levamos a mente do estado de viksipta a ekagrata.


Nirodha – Aqui sua mente não esta distraída por pensamentos aleatórios, mas esta totalmente absorvida no objeto de seu foco. Isto pode ocorrer na meditação ou quando a pessoa está totalmente envolvida em alguma coisa. É o quinto e mais elevado estado da mente. Nada mais preocupa. Menos perguntas surgem na mente. A mente não se perde mais em assuntos paralelos. Não se preocupa mais com o que os outros  vão pensar. A mente fica "envelopada"por interesse. Nirodha = ni (grande intensidade interna) e rodha (estar envelopado).

Durante nossa pratica seja de meditação, pranayama, asanas ou qualquer outra das inumeras técnicas do yoga é muito importante estarmos conscientes em qual destes cinco estados nossa mente se encontra.

O mestre B.K.S. Iyengar vem desenvolvendo um estudo sobre como cada parte de nosso corpo é regido por estes cinco estados de consciência durante a pratica, principalmente a dos asanas.
Ele ensina que só quando nossa consciência estiver conectada com cada fibra muscular, cada célula, cada parte do nosso corpo e nossa energia e consciência estiver presente da planta do pé ao topo da cabeça um asana estará sendo executado de forma precisa.

Em yoga estamos tentando criar condições nas quais a mente se torna tão útil quanto for possível para as nossas ações.
É preciso se preocupar com o alinhamento do seu corpo, mas sempre sem esquecer de sua consciência e o direcionamento de sua energia durante a prática, conectando-se cada vez mais com os aspectos mais sutis e finalmente com sua verdadeira essência, sua verdadeira natureza.

O alinhamento do corpo deve levar ao alinhamento da mente e o alinhamento da mente por sua vez, deve levar ao alinhamento da consciência!

Um yogue não é alguém que viu algo que os outros NUNCA viram; mais precisamente, é alguém que vê o que os outros AINDA NÃO viram.



Fonte: Livro "O coração do Yoga" - T.K.V. Desikachar

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Reduzindo o estresse

Este ásana ajuda a combater o estresse e a ansiedade. Se feito antes de dormir vai ajudar a combater a insônia.


Chamamos esse ásana de Ponte (em sânscrito Setu Bandhasana ).
Inicie na posição deitada, com joelhos flexionados, pés apoiados no chão.
Foque na sua respiração, alinhe bem sua coluna ao inspirar e sinta o contato e o peso de suas costas com o solo durante a expiração.
Na próxima vez que for inspirar, ao mesmo tempo que encher os pulmões de ar, vá elevando o quadril em direção ao teto, acionando glúteos e os musculos das coxas: os quadríceps e os isquiotibiais.
Permaneça nessa postura por algumas respirações.
Ao voltar vá expirando lentamente apoiando as vértebras uma a uma no solo, e por último apóie o quadril.

Extenda os joelhos e relaxe deitado, corpo descontraído, em Savasana.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Surya Namaskar - Saudação [homenagem] ao Sol

A saudação ao Sol não é uma prática tradicional de Yoga descrita nos principais textos de Yoga, mas sim uma prática ritualística que foi gradualmente sendo incorporada no conjunto de técnicas ióguicas.

Existem diversas variações dessa sequência.Veremos aqui as principais:

Numa sessão de hatha yoga tradicional, a sequência da saudação ao Sol será realizada como uma sequência de ásanas, e portanto com pausas e acomodações em cada etapa. Nesse caso teremos 12 etapas, conforme vemos na figura abaixo:




1. Pranamasana - Postura da reverência
2. Hastottasana - Postura de extensão das mãos
3. Padahastasana - Postura das mãos sob os pés
4. Asvasamcalanasana - Postura do cavalo em movimento
5. Parvatasana - Postura da montanha
6. Astanganamaskarasana - Postura da reverência dos 8 membros
7. Bhujangasana - Postura da serpente 
8. Parvatasana - Postura da montanha
9. Asvasamcalanasana - Postura do cavalo em movimento
10. Padahastasana - Postura das mãos sob os pés
11. Hastottasana - Postura de extensão das mãos
12. Pranamasana - Postura da reverência


(Fonte: Curso Básico de Yoga - Gerson D'Addio / Nomenclatura em sanscrito: Estudos sobre o Yoga - Mario Ferreira )


Métodos mais recentes, como o Ashtanga Vinyasa de Pattabhi Jois utilizam duas sequências de Surya Namaskara: A e B.

A diferença dessa sequência do Yoga tradicional é que não há permanência nos ásanas. É um sistema que utiliza a respiração e o movimento contínuo (Vinyasa).


Surya Namaskar A - 9 vinyasas

No Surya Namaskar A você faz os movimentos em sequência, observando a respiração. Coordenando a inspiração nos movimentos de elevação (dos braços, cabeça ou tronco) e a expiração nos movimentos de flexão, ou abaixando a cabeça ou os braços.



Surya Namaskar B - 17 Vinyasas

Nessa sequência, a diferença é que iniciamos e terminamos com Utkatasana (flexionando os joelhos), e acrescentamos a postura do guerreiro I (Virabhadrasana I), fazendo de ambos os lados, cada vez com uma das pernas à frente. 

(Fonte: livro 'Yoga Mala' - Pattabhi Jois)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Yoga e o Autoconhecimento

Os estímulos externos fazem parte de nosso cotidiano. Basta olhar ao redor para perceber como somos estimulados a ser, a comprar, a ter, a desejar...
E se nos deixamos influenciar por esse bombardeio de informações o que pode acontecer é que vamos cada vez mais nos distanciando de nós mesmos, de nossa essência.
O yoga procura trazer nossa consciência de volta, voltamos cada vez mais para nós mesmos, descobrimos quem realmente somos e não quem a sociedade deseja que representemos: inúmeros papéis que desempenhamos conforme a ocasião e o ambiente.
Quando praticamos os ásanas (posturas do yoga) estamos observando e controlando o nosso próprio corpo.
E precisamos respeitar os limites desse corpo para não machucá-lo nem sentir dor. Ahimsa (não violência) é praticar sem causar dor ao corpo. Satya (verdade) é praticar as posturas dentro dos seus limites, sendo você mesmo.

E aqui segue uma frase que extraí de um dos livros que estou lendo no momento, O Coração do Yoga, de  T.K.V Desikachar.







"Por mais lindamente que você consiga fazer um ásana, por mais flexível que o seu corpo seja, se você não conquista a integração entre corpo, respiração e mente, não dá para dizer que você esteja fazendo Yoga."