quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Feliz 2012!

Hoje foi o encerramento de uma das turminhas de Yoga, e li esta mensagem que compartilho com todos vocês:

(Margem do rio Ganges, Rishikesh)

As 4 Leis da Espiritualidade:


1ª Lei: “A pessoa que vem é a pessoa certa”.
Significa que ninguém está em nossa vida por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor estão interagindo conosco. Há sempre algo que nos faz aprender e avançar em cada situação.
2ª Lei: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido”.
Nada, nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…, talvez não teria acontecido se eu…”. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos alguma lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.
3ª Lei: “Toda vez que você iniciar é o momento certo”.
Tudo começa na hora certa: nem antes, nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é o momento em que as coisas acontecem.
4ª Lei: “Quando algo termina, acaba realmente”.
Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas foi para a nossa evolução, por isso, é melhor seguirmos em frente e nos enriquecermos com cada experiência.

“Se um dia você tiver que escolher entre o mundo e o amor, lembre-se: Se escolher o mundo ficará sem amor, mas se você escolher o amor, com ele conquistará o mundo”. ALBERT EINSTEIN

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Os cinco estados da mente humana:












Ksipta – no seu mais baixo estado de consciência, a mente é altamente agitada e incapaz de raciocinar, escutar ou ficar quieta! Ela é como um macaco bêbado, pulando de um galho para outro: os pensamentos, sensações e as percepções ficam num vai e vem.

Mudha – neste estado, nenhuma informação parece chegar ao cérebro.  É como um búfalo mergulhado na água, inerte, ficando horas sem fim no mesmo lugar. A mente pode ficar assim depois de uma refeição pesada, ou quando se dorme de menos. A pessoa fica completamente desatenta: pode estar segurando suas chaves e ainda assim perguntar, ”onde estão minhas chaves?” Também acontece depois de se perder um ente querido, de sofrer uma grande decepção ou até mesmo quando algo que era muito desejado não pôde ser conquistado. A pessoa simplesmente desiste de tudo e perde o interesse.

Viksipta – Aqui a mente esta recebendo as informações, mas parece incapaz de processá-las. A mente oscila em confusão, com um dialogo interno como, “Eu quero fazer algo, mas eu não posso fazer. Devo fazer isso ou aquilo?”. É o estado mais comum da mente. Ela alterna o tempo todo: o saber e a incerteza, a autoconfiança e a insegurança. A mente se depara com obstáculos e dúvidas.



Ekagrata – neste estado, a mente está relaxada, mas não sonolenta. A pessoa está pronta para focar e prestar atenção, pré-requisitos para a meditação, corresponde a dharana. Uma boa aula de yoga pode levar esta mente a um estado de atenção relaxada. Temos direção e progredimos nela, mantendo a atenção. Levamos a mente do estado de viksipta a ekagrata.


Nirodha – Aqui sua mente não esta distraída por pensamentos aleatórios, mas esta totalmente absorvida no objeto de seu foco. Isto pode ocorrer na meditação ou quando a pessoa está totalmente envolvida em alguma coisa. É o quinto e mais elevado estado da mente. Nada mais preocupa. Menos perguntas surgem na mente. A mente não se perde mais em assuntos paralelos. Não se preocupa mais com o que os outros  vão pensar. A mente fica "envelopada"por interesse. Nirodha = ni (grande intensidade interna) e rodha (estar envelopado).

Durante nossa pratica seja de meditação, pranayama, asanas ou qualquer outra das inumeras técnicas do yoga é muito importante estarmos conscientes em qual destes cinco estados nossa mente se encontra.

O mestre B.K.S. Iyengar vem desenvolvendo um estudo sobre como cada parte de nosso corpo é regido por estes cinco estados de consciência durante a pratica, principalmente a dos asanas.
Ele ensina que só quando nossa consciência estiver conectada com cada fibra muscular, cada célula, cada parte do nosso corpo e nossa energia e consciência estiver presente da planta do pé ao topo da cabeça um asana estará sendo executado de forma precisa.

Em yoga estamos tentando criar condições nas quais a mente se torna tão útil quanto for possível para as nossas ações.
É preciso se preocupar com o alinhamento do seu corpo, mas sempre sem esquecer de sua consciência e o direcionamento de sua energia durante a prática, conectando-se cada vez mais com os aspectos mais sutis e finalmente com sua verdadeira essência, sua verdadeira natureza.

O alinhamento do corpo deve levar ao alinhamento da mente e o alinhamento da mente por sua vez, deve levar ao alinhamento da consciência!

Um yogue não é alguém que viu algo que os outros NUNCA viram; mais precisamente, é alguém que vê o que os outros AINDA NÃO viram.



Fonte: Livro "O coração do Yoga" - T.K.V. Desikachar