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sábado, 15 de abril de 2017

Vidas na sua vida

Encontrei esse filme para assistir no feriado: Lion - Uma jornada para casa. É uma história verídica, a história de Saroo, um menino indiano de 5 anos, que se perde de seu irmão numa estação de trem e vai parar em Calcutá, onde acaba vivendo nas ruas e enfrentando muitas dificuldades até ser adotado por uma família australiana. Depois de 25 anos, ele resolve buscar sua família na Índia, com a ajuda do aplicativo Google Earth.
O filme me trouxe muitas lembranças de minha infância e da viagem que fiz para a India,  mas foi bem intensa a referência que fiz ao caminho do autoconhecimento.  Essa jornada que fazemos em busca do que e quem realmente somos, como se realmente voltássemos para casa. 





Lembrando de minha infância, que parece de uma outra vida de tanto tempo que passou, ainda tenho em minha mente algumas imagens da casa onde vivi até os 3 anos de idade, de algumas cenas, e até das minhas traquinagens.

(A casa onde nasci e vivi até os 3 anos, no colo de minha avó em 1970 e atualmente, no Google Earth)

E depois, quando morei em outra cidade, outra fase de minha vida que guardo muitas lembranças mas que também já ficaram bem distantes. Adoro rever fotos da época, e voltar a sentir as mesmas sensações daquele tempo, muitas vezes lembro através dos sons, do cheiro, ao ver um objeto.
O autoconhecimento nos leva a percorrer  todas as fases da vida a todo instante, pois pode haver alguma ferida aberta, um problema não resolvido ou mesmo um erro de interpretação que pode resultar em confusão e sofrimento dos dias atuais. 
Esse caminho, que é interno e pessoal, ajuda na cura dessas feridas e do mal entendido, que por mais tolo ou pequeno que possa parecer, podem ser a origem de uma doença, de uma dor ou desequilíbrios da vida atual, impedindo que sejamos felizes e saudáveis. 
Ainda hoje eu busco (e trago) na memória muitos acontecimentos dessa época, pois lá estão respostas  e chaves para muitos questionamentos e comportamentos. Todo terapeuta acaba tendo um pouco de Sherlock Holmes. Investigamos tudo. As vidas dentro dessa vida.
Nas terapias quânticas que surgiram nessa nova era, essa busca é feita com muita amorosidade e clareza, mas é preciso cautela com a escolha do terapeuta. Eu busco sempre por indicação e também confiando na minha intuição e capacidade de percepção. Mas basicamente, um bom terapeuta é aquele que cuida de si mesmo em primeiro lugar. E isso é uma lição que aprendi e que procuro utilizar na prática, pois é assim que eu me torno um canal muito mais refinado para servir ao outro.
Vou partilhar mais desse caminho com vocês em breve. 



quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Mente e Pensamentos


O poder da mente. Com a mente, posso criar a realidade em que vivo através de pensamentos de alegria ou de tristeza, sucesso ou fracasso, saúde ou doença. 
E muitas vezes as pessoas se encontram imersas num emaranhado de pensamentos, crenças, imagens, suposições que levam à criação de um cenário hostil, com muitos obstáculos e dificuldades geralmente sem uma solução.
Através do caminho de autoconhecimento, ao simplesmente se observar, essas mesmas pessoas podem encontrar um novo padrão de pensamento ou passam a enxergar o problema ou situação através de um novo olhar, de outro viés.
E essa mudança de percepção e de pensamentos vai mudando todo esse cenário.
Toda mudança depende de uma escolha, e a cada escolha uma responsabilidade. Nem todo mundo quer assumir essa responsabilidade, então entrega seu poder a um outro alguém. E entregar o poder de escolha a outra pessoa pode levar a uma consequência muito desagradável.




A influência externa pessimista nas decisões de como me sentir, o cenário em que me situo desfavorável, até mesmo um dia chuvoso pode arruinar meu estado de espírito. Mas isso só acontece realmente se eu estiver desconectada da fonte.
Outro dia mesmo eu achei que estava fora de um contexto num grupo. Sabe aquela sensação de peixe fora d'água? E essa sensação e os pensamentos que vieram depois foram me deixando apertada, medrosa, preocupada.
Então eu me observei e percebi o que estava acontecendo e busquei me conectar com a fonte, me alinhar comigo mesma. Nesse momento fui conseguindo distinguir a realidade dos meus pensamentos que só eram suposições.


Costumo me alinhar de várias formas: meditando, silenciando, ouvindo uma música que gosto muito, com meus florais, e ultimamente com meus jogos terapêuticos.
Nessa situação em especial eu fiz meu alinhamento com o Jogo Miracle Choice, do post anterior.



Colocando minha intenção de alinhamento no jogo eu consegui logo me conectar com o Amor, e logo pensamentos de encorajamento, confiança e determinação surgiram em minha mente.
E logo fui colhendo a devolutiva do grupo, aquele que eu me achava o tal peixe. E foram só palavras positivas, verdade, conexão. Exatamente o que eu estava emanando! 




quinta-feira, 16 de abril de 2015

Viver de verdade

Uma das maneiras mais inteiras de se viver é estar na sua verdade. Buscar seu caminho sem querer agradar o mundo em primeiro lugar. Viver o momento.
Essa jornada tem me ensinado muito sobre como ser melhor aceitando a vida que escolhi!



Sobre o Arrependimento:

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Autoconhecimento

O autoconhecimento faz parte do caminho do Yoga. Como já expliquei anteriormente sobre Yamas e Niyamas, o Svadhyaya é um dos passos que nos ensinam a lidar com nossos valores internos, e nada mais é que o auto-estudo. Isso é um passo essencial para aprendermos a interagir com o meio. Mas este estudo exige que se aplique o conhecimento adquirido, ou seja, se ficar somente na teoria esse estudo vai trazer muitas limitações e uma mente cada vez mais fechada.
A minha escolha para fazer esse estudo de mim mesma foi através do Pathwork, que já contei aqui.



E como gosto de compartilhar meu caminho com vocês, resolvi escrever aqui no blog agora que acabei de chegar de mais um módulo de formação. Ficar uma semana fora de casa,  estudando com meus colegas em meio a natureza, num ambiente de muita paz, muita liberdade de expressão e muitas partilhas e vivências.



Sempre que vamos para essa semana de estudos, além de preparar o material antecipadamente lendo as palestras, resumindo, exercitando, temos de preparar uma intenção. Esta intenção será trabalhada ao longo da semana dentro de mim mesma.
É muito interessante perceber esta dinâmica movimentando as idéias, quebrando paradigmas, desfazendo imagens errôneas e surgindo muitos insights sobre a vida, sobre os problemas, sobre as pessoas. Tudo vai se esclarecendo.
Este módulo pude trabalhar bastante, interagi muito com meus colegas, e fiz muitas descobertas.

E sem querer trabalhei muito a minha maternidade, sem me atentar que este domingo é o dia das Mães. Fui atrás da minha essência como mãe, e me desvencilhei de muitos papéis extras que eu vinha exercendo e que estavam me sobrecarregando. Isso me trouxe  além de leveza e muita paz de espírito, uma tranquilidade e uma grande certeza para continuar meu caminho nessa missão tão linda.
A maternidade me fez fazer escolhas que na ocasião eu não podia compreender bem o que representava, mas me deu uma força descomunal e uma coragem para enfrentar todo e qualquer obstáculo da vida. Hoje, com tudo o que vivi e aprendi pude enxergar que uma das melhores lições foi saber escolher com meu coração. Porque o racional nessa hora atrapalha muito, querendo apenas a praticidade e o imediatismo. Na maternidade não existe isso. Tudo tem que ser feito com muito carinho e atenção, no seu tempo.
Eu agradeço muito essa oportunidade que tive de ser mãe. Tenho dois filhos que me ensinam muito desde que foram gerados. São luzes em minha vida.

Mudei meus valores, abri minha mente, defendi minha criação. Sei que não fui perfeita, cometi muitos erros, mas como ser humano que sou, sempre que pude tentei corrigir cada um. Tive compaixão comigo mesma e pude crescer com essa determinação.
E cada vez que vejo os resultados positivos eu sei que a vida está me dizendo que estou seguindo na trilha certa. Pois o coração pulsa com a vida e eu sinto uma imensa e deliciosa expansão! Yupi!


( Meus filhos queridos, que hoje estão com 18 e 20 anos)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Peregrinação


Salkantay

Eis que a vida surge com desafios, sussurros da alma, novos caminhos. E resolvo aceitar, e cumprir a tarefa.
Descubro que quanto mais aceitação, melhor fica viver. Para quem está vendo de fora pode estar vendo algo completamente diferente do que eu esteja realmente vivendo...mas isso não importa, senão a mim mesma.
O que para muitos pode parecer uma dor sem fim, um momento de muito sofrimento, na verdade tem sido um momento de aprendizado tão grandioso e de tamanha gratidão ao Universo que nem tenho palavras para descrever.
Por isso me silencio. Por isso sigo este caminho agora comigo mesma, com minha alma de peregrina.
Voltarei em breve com os resultados. 

Namastê.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Luz em meu caminho


Recapitulando minha história mais recente percebi a riqueza que há em minha bagagem de vida.
Semana passada mesmo estava arrumando meu material de estudo e pude então constatar o quanto estive conectada com o plano espiritual, que tem me guiado e iluminado o caminho ao longo desses anos. 
Um dia me perguntaram como cheguei até aqui, e foi então que parei para pensar nos tantos cursos que fiz e o principal: O QUE FIZ com todo esse aprendizado. (Porque o excesso de conhecimento é como a xícara que transborda quando o mestre serve o chá sem parar...) 
E então, como numa cena de flashback num filme, me vi na infância e adolescência, uma menina que  tinha muitas crises de insônia e pesadelos, onde o pior deles seria perder um de meus pais, ou ambos, e assim ver minha família se desfazendo, como um jogo de quebra-cabeças que faltasse uma das peças. Perder qualquer membro da família seria perder o chão. Era um monstro temível e muito assustador.
E foi esse medo que me levou a estudar. Sempre quis entender melhor todo esse processo de chegar a esse mundo e descobrir onde vai me levar esse caminho.
No início eu me apoiei muito na religião para resolver essa questão. Numa família com muitas religiões tive a liberdade de poder escolher um caminho. Mas em determinado instante eu sentia que precisava ir além e então fui experimentar outros templos, outras crenças além do que eu tinha disponível ao meu redor.
Fui buscar estudar mais a fundo a espiritualidade, e sempre pedi que me guiassem para o que fosse melhor. E assim, quase que no mesmo instante, surgiam mãos amigas que me mostravam novos caminhos. Eu tinha muito medo de ser manipulada e acabar desviando do caminho e então procurava sempre ficar atenta e pedir muita ajuda aos meus guias espirituais, meus anjos. E eu ficava atenta a qualquer sinal. Às vezes o sinal era sutil como uma folha caindo no meio de um jardim, mas quantas vezes não era um livro que caía na minha cabeça com a página aberta na frase certa, ou simplesmente a letra de uma música que tocava na rádio sem que eu percebesse e quando eu prestava atenção na letra, lá estava a resposta. Tóim!
Descobri a dualidade dentro de mim e pude perceber e compreender um pouco mais a dualidade no mundo: o bem e o mal, o certo e o errado, o calmo e o nervoso, o dia e a noite...E percebi então que existia uma verdade dentro de mim, que muitas vezes era diferente da verdade que me mostravam lá fora. Dualidade. 
E me apoiando nessa verdade interna fui aprendendo a explorar mais meu interior. Meus sentimentos, minhas fraquezas, minha raiva, meu amor. Vi uma imensidão dentro de mim mesma.
E a muralha que eu construí ao longo de muitos anos para me proteger dos monstros, das dores, da vergonha fui desfazendo, tirando um tijolo de cada vez. E haja aprendizado para tirar cada tijolinho desses...
Fui aprendendo que feridas internas se transformavam em doenças da alma e do corpo físico. E que a cura não estava nos remédios da farmácia tradicional. Desde criança a minha aversão por medicamentos era essa verdade interna que brigava contra a externa. E era só eu parar de tomar essa medicação (sempre antes do tempo prescrito na receita!)  que meu corpo melhorava, minha alma ficava leve novamente e eu voltava a ser EU mesma.
Aceitar as próprias falhas é algo inadmissível para muitas pessoas, principalmente para aquelas que adoram apontar as falhas alheias. Eu queria ser perfeita, nunca queria expor minhas falhas, mas elas sempre vinham à tona e eu passava a me odiar por isso. Quando eu me odeio, eu não me amo. E assim não posso amar ninguém.
Então eu precisava olhar minhas falhas e ser mais compreensiva. E isso me fez olhar com compaixão as falhas alheias. Oba, todo mundo falha! Inclusive eu.

Muita gente tem medo de falar de espiritualidade, de guias, de anjos. Eu tive muita vergonha disso por muito tempo. Eu me comparava a pregadores religiosos que batiam de porta em porta ou de microfone em punho. Pessoas comuns se usando de pseudo palavras de Deus para juntar multidões, para trazer a culpa e o medo nas mentes das pessoas para que elas não saíssem debaixo das asas dos seus líderes.
E fui entendendo que minha ligação com Deus não precisava de intermediação. Eu poderia ter uma ligação direta com o Divino. Sem dogmas. Sem medo. Sem templos.
Deus, o Divino, estava em todos esses lugares mas muito mais. Estava dentro de mim e dentro de cada uma das pessoas. E na Natureza. E no ar que eu respiro. E no coração que bate em meu peito. Nos animais e nas plantas. Eu não precisava mais de religiões, mas respeitaria todas. São caminhos e necessidades individuais de cada pessoa.

Quando vou a retiros espirituais, eu medito em meu silêncio interno. Eu me encontro com minha Essência. Vou para desintoxicar o corpo e a Alma. É uma experiência única, que todo mundo deveria experimentar, independente de sua situação emocional, de sua religião ou crença. Existem diversos temas de retiros, com vários objetivos. Às vezes, basta você sair de sua casa. Meu primeiro retiro fui conversar com Deus. Não era um retiro religioso, mas de Yoga. Era para descobrir o Divino dentro de mim mesma. Namastê, a saudação na India significa: o Deus que há em mim saúda o Deus que há em você. Hoje em dia retiros como esse fazem parte de meu calendário anual.

Voltando aos "monstros" da minha infância, o maior dos pesadelos, nesse final de semana meu pai se desligou de seu corpo físico. Eu não vi mais esse desligamento como um monstro horroroso da infância. Como eu havia pedido aos meus guias para me prepararem para esse momento, há um ano atrás no meu aniversário de 43 anos, um anjo veio sussurrar na hora de cortar o bolo que eu precisava me preparar no próximo ano. Que a doença do corpo físico de meu pai  iria se agravar e eu precisava me fortalecer. E estudei muito. E trabalhei minha espiritualidade de uma forma intensa. Segui meu coração. Não falei nada para ninguém pois era um trabalho interno. De um pedido que fiz aos meus guias.
Meu pai partiu com o Gayatri Mantra. Um mantra que suaviza momentos dificeis, alegra os momentos de conquista, que traduz o Amor para o momento na maneira mais conveniente. Esse mantra é um bálsamo em minha vida. Cura muitas dores.

Os guias em minha vida, como você deve estar pensando não são todos visíveis. Alguns são presenças quase imperceptiveis. Alguns podem chamar de "coincidências". Outros de  "insights", "mão de Deus"...
Eu sinto. Eu vejo nos pequenos detalhes. E isso todo mundo pode ter. Basta saber se entregar ao silêncio e se conhecer melhor, se aceitar.
Viemos sozinhos para esse mundo, como andarilhos. E assim vamos embora. Vez ou outra temos encontros ao longo da estrada. Mas assim como há encontros, há despedidas. Dualidade.






Gayatri Mantra

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Páscoa & Yoga

Nessa Páscoa dediquei meu tempo ao caminho espiritual. Fui investigar um pouco mais, estudar, compartilhar, escutar...
No silêncio e no meio da natureza, aprendemos a escutar. Escutar o que diz o coração, a alma.
O caminho que escolhi foi através do Yoga. Tem me trazido muitas respostas, muitas descobertas. Yoga é união. É um caminho que permite nos aproximar de Deus. Uma busca pela verdade. Aprender a dar valor para o Aqui e Agora.
Foi um período de paz, de aprendizado, de reflexão. E voltando desse retiro, trazemos um novo olhar, novas percepções e valores.
Compartilho aqui um dos momentos do retiro:



Filme: O Evangelho de João.



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Um caminho engraçado...

Mas o que tem a ver a arte do palhaço com yoga? Se tem a ver eu não sei, mas tenho aprendido muito com essa nobre arte. Como diz o Márcio, é um caminho para o autoconhecimento. O erro é a nobre arte do palhaço. A inadequação. A aceitação de ser quem é.


Ator e diretor teatral, Márcio Libar encontrou no palhaço sua fonte de inspiração e especialização. Deu início à carreira no teatro de rua. Anos depois criou o palhaço Cuti-Cuti, com o qual ganhou prêmios internacionais. Ministra cursos de preparação de atores e não-atores, como a oficina “A Nobre Arte do Palhaço”, título do livro que escreveu contando sua trajetória. Márcio gosta de dizer que encontrou na arte da palhaçaria não só uma profissão, mas um caminho para o autoconhecimento e uma filosofia de vida. Além de artista, gosta de se definir como produtor de conhecimento, educador, e ativista de políticas públicas de cultura.


Eu na pele, ou melhor, nas asas da Dona Borboleta! 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Um marco em minha vida.



No dia 25 de Dezembro do ano de 2009 embarquei numa aventura que iria trazer muitas mudanças (e ainda traz!)
Hoje estava revendo o video que editei com as fotos que eu e minhas companheiras tiramos na viagem e, relembrando cada instante, percebi o quanto fomos abençoadas. Guardo cada momento com muito carinho!

Foi uma viagem completa, junto com uma amiga do curso de Yoga (Drika) e meus professores (Gerson e Danilo) e suas alunas, com direito a  congresso de Yoga e Ayurveda no ashram de Kaivalyadhama - Lonavla,  puja do Swami de Kaivalyadhama no último dia do ano, lua azul (segunda lua cheia num mesmo mês) em plena festa de Reveillon, eclipse solar em Cochin, abraço da Amma em seu ashram, e muitas descobertas na convivência com o povo indiano (tudo dá certo no final!).
Tudo aconteceu no ano da Espiritualidade de acordo com a minha numerologia. E foi, realmente, algo muito enriquecedor e transformador. Um sonho de olhos abertos...
Ao rever cada foto, relembrando de cada instante e de cada frase, sinto com muita certeza que estou seguindo meu caminho.
Neste final de semana comecei a saga de mais estudo e cursos novos. E novos portais foram surgindo, novos caminhos, novos amigos...Tudo fluindo de forma harmoniosa!
Firme em meu próposito, seguirei!

Namastê. _/\_


( E assim surgiu o nome deste blog: Japa na India....rsrs)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Fases


O que mais me encanta nessa vida é a infinidade de possibilidades que surgem ao longo do caminho, e todas, sem exceção levam a um aprendizado.
Mas percebi que para que surjam todas essas possibilidades preciso permitir que meus desejos possam fluir. Geralmente eram meus próprios pensamentos que me impediam de seguir, de considerar cada um desses desejos, a manifestação do meu Ser.
E deixar essa toda essa energia fluir junto com a energia do Universo, só me faz aproximar do Dharma.
Sem medo de errar, pois é assim que aprenderei e seguirei. Seguirei fazendo escolhas, escolhendo novos caminhos, novas jornadas.
Experimente ousar. Permita-se crescer, evoluir. Se não der certo por um caminho, tudo bem. Troque por outro. Nada foi em vão. Algo, por mais imperceptível que seja, aconteceu. 



segunda-feira, 11 de julho de 2011

Os Obstáculos do Yoga

Para seguir o caminho do yoga, precisamos estar cientes dos obstáculos que surgem como pedras no caminho. O aluno tropeça constantemente nessas pedras.
Vamos ver como aparecem e aprender como podemos nos libertar delas?




Os nove obstáculos listados por Patânjali são:

Doença
Letargia
Dúvida
Pressa ou Impaciência
Resignação ou fadiga
Distração
Ignorância ou Arrogância
Incapacidade de dar um novo passo
Perda da confiança



1. Doença (Vyadhi)

Tudo o que possa perturbar a saúde física e mental. A doença perturba a mente e precisamos buscar melhorar a saúde para dar continuidade a prática. Para o yogue, seu corpo é o principal instrumento de realização. Se o veículo enguiça, o viajante não pode ir longe. Se o corpo está abatido por falta de saúde, o praticante pouco conseguirá. A saúde física é importante para o desenvolvimento mental, pois em condições normais a mente funciona através do sistema nervoso. Quando o corpo está doente ou o sistema nervoso, afetado, a mente fica inquieta, embotada, inerte, e a concentração ou meditação se tornam impossíveis.

2. Letargia (Styana)

Quando falta energia mental e ânimo para realizar qualquer coisa, ficamos em um estado de inércia, letárgicos, pesados. Como água numa vala fica estagnada e nela nada de bom floresce. Uma pessoa desanimada é um cadáver vivo, pois não consegue se concentrar em coisa alguma.
Isso pode acontecer quando se come demais ou o tipo errado de alimento, pelo clima frio ou até mesmo pela natureza da própria mente.

3. Dúvida ou indecisão (Samsaya)

Para muitos, a dúvida é o maior obstáculo no caminho do yoga. O insensato, o incrédulo e o indeciso destroem a si mesmos. Esse sentimento habitual e persistente de dúvida e incerteza afeta seu progresso no caminho do Yoga.

4. Pressa ou Impaciência (Pramada)

É a pressa em querer alcançar o objetivo rapidamente. Uma pessoa que sofre de pramada está cheia de si, falta-lhe qualquer humildade e acredita que só ela é sábia. Sempre sabe o que é certo ou errado, mas persiste em sua indiferença quanto ao que é realmente certo e escolhe apenas o que lhe é agradável. Pensa em satisfazer suas paixões egoístas e sua glória pessoal, deliberadamente e sem escrúpulos. Agindo com pressa, tropeça, e com isso pode até criar problemas ao invés de progredir.

5. Preguiça (Alasya)

Quando falta entusiasmo e motivação e surge a resignação. É preciso coragem e esperança para vencer esse obstáculo. Um inabalável entusiasmo precisa ser resgatado para vencer essa preguiça e continuar no caminho.

6. Distração (Avirati)

Quando os sentidos se tornam senhores ao invés de servos da mente. Surge um torturante anseio, difícil de conter. É preciso ter os sentidos completamente sob seu controle. Pela prática do pratyahara, ele conquista a libertação de qualquer apego e a emancipação do desejo, e torna-se contente e tranquilo.

7. Ignorância ou Arrogância (Bhrantidarsana)
Quando a pessoa se imagina superior pelo falso conhecimento sofre de ilusões e acredita que sabe tudo, quando na verdade apenas provou um breve instante de sabedoria e tranquilidade. Tem um intelecto poderoso, mas falta-lhe a humildade e fica exibindo seu conhecimento. Essa sensação de ter chegado ao topo é mera ilusão...

8. Incapacidade de dar outro passo (Alabdhabhumikatva)

Quando ao pensar ter feito algum progresso percebe-se o quanto ainda tem a seguir.Como um alpinista que não consegue atingir o cume da montanha por falta de vigor, uma pessoa que não consiga superar sua incapacidade de se concentrar, vai ser incapaz de atingir a realidade. Pode até ter vislumbres da realidade, mas não conseguirá vê-la com clareza. É como um músico que ouviu a música divina num sonho, mas é incapaz de lembrar-se dela em seus momentos de vigília, não conseguindo repetir esse sonho.

9. Perda da confiança (Anavasthitattva)

Uma pessoa afligida pela anavasthitattva, graças a um duro esforço, chegou a contemplar a realidade. Feliz e orgulhosa de tal feito, se descuida da sua prática (sadhana). Foi uma ilusão de ser melhor do que se é realmente. Mesmo chegando neste último estágio, um esforço contínuo é essencial, e é preciso prosseguir no caminho com infinita paciência e grande perseverança, jamais se descuidando para não comprometer o progresso no caminho, perdendo a confiança e a força de permanecer onde nunca se atingiu antes, acabando por perder tudo o que ganhou. Foi dito no Kathopanishad: "O Eu não será compreendido pelo estudo e pela instrução, nem pela sutileza do intelecto, nem por muito treinamento, mas só por quem anseia por Ele; pelo que Ele escolhe. Em verdade, a alguém assim o Eu revela Seu verdadeiro ser".

sábado, 7 de maio de 2011

Encerramento da Pós-Graduação em Yoga


Professor Marcos Rojo e meu painel.

Mais uma etapa do caminho concluída. E um longo caminho pela frente me espera.
Hoje foi um dia de festa, com gostinho de satisfação, realização, o fim de um projeto e um novo que se inicia.
Agradeço aos mestres e aos colegas por essa maravilhosa etapa!

Namastê.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Um passo de cada vez

Desde que comecei a dar aulas passei a observar com mais atenção um aspecto da prática de yoga na vida das pessoas que é o controle da ansiedade.
Vejo muitos alunos ansiosos em aprender logo as posturas mais avançadas, ou sentir algo de diferente, uma mudança, como se fosse algo que acontecesse numa única aula, numa semana, num mês.

Para se ter uma idéia do tempo que pode levar para acontecer uma mudança, ou se dar conta de um aprendizado, vou falar sobre o meu caminho no yoga que iniciou há pouco mais de 8 anos:

Acho que tudo começou pra valer num espaço de Hatha Yoga que passei a frequentar durante 2 anos ininterruptos e onde aprendi os primeiros ásanas, como controlar a respiração e algumas técnicas de meditação.

Na época eu já praticava artes marciais, que na ocasião me ensinou muitas lições sobre mim mesma, pois foi no desafio de conquistar a faixa preta que descobri que possuía uma força e uma coragem que eu nem imaginava que pudesse existir.

Já a prática de yoga me trouxe equilíbrio. Através das técnicas respiratórias, com pausas e foco nas polaridades me ensinaram a acalmar e controlar a mente, e, consequentemente, as emoções.
A essa altura a yoga já fazia parte de minha vida e continuei o caminho em busca de aprofundar os estudos na área (sem saber que o estudo faz parte do caminho do yoga). E assim foram surgindo cursos de formação, e fui aprendendo e conhecendo meus professores e mestres. Aprendia cada vez mais, e quanto mais eu estudava mais cursos surgiam e eu queria fazer.
Acabei me inscrevendo em muitos deles na área de yoga: fisiologia, anatomia, filosofia, pranayama, meditação, etc. E sempre queria participar de eventos, encontros, palestras.

Mesmo com tantos cursos, os grandes aprendizados estão na vivência, ou seja, na hora que praticamos o que aprendemos. Foi assim com a meditação. Mesmo fazendo tantos cursos específicos, assistindo grandes palestrantes, eu só fui aprender e sentir o que era realmente a meditação quando participei de um retiro de um final de semana onde havia 3 horários de meditação diariamente, e eu consegui colocar em prática tudo o que os professores haviam me passado durante todos aqueles anos.
Mas não foi o retiro que me ensinou a meditar.  Foi o meu foco naquilo que eu fazia.

Não podemos ter pressa no caminho, tentar pular as etapas para chegar mais rápido ao destino,  mas precisamos aprender a apreciar a paisagem, um passo de cada vez, como essa senhora indiana de aparência tão frágil e descalça, que vinha descendo bem devagarinho essa escadaria imensa que levava a uns templos e cavernas no topo de uma montanha em Lonavla.

Quando tirei essa foto logo me veio na mente as palavras: DETERMINAÇÃO e PACIÊNCIA.
É inspiradora, não?