Vejo muitos alunos ansiosos em aprender logo as posturas mais avançadas, ou sentir algo de diferente, uma mudança, como se fosse algo que acontecesse numa única aula, numa semana, num mês.
Para se ter uma idéia do tempo que pode levar para acontecer uma mudança, ou se dar conta de um aprendizado, vou falar sobre o meu caminho no yoga que iniciou há pouco mais de 8 anos:
Acho que tudo começou pra valer num espaço de Hatha Yoga que passei a frequentar durante 2 anos ininterruptos e onde aprendi os primeiros ásanas, como controlar a respiração e algumas técnicas de meditação.
Na época eu já praticava artes marciais, que na ocasião me ensinou muitas lições sobre mim mesma, pois foi no desafio de conquistar a faixa preta que descobri que possuía uma força e uma coragem que eu nem imaginava que pudesse existir.
Já a prática de yoga me trouxe equilíbrio. Através das técnicas respiratórias, com pausas e foco nas polaridades me ensinaram a acalmar e controlar a mente, e, consequentemente, as emoções.
A essa altura a yoga já fazia parte de minha vida e continuei o caminho em busca de aprofundar os estudos na área (sem saber que o estudo faz parte do caminho do yoga). E assim foram surgindo cursos de formação, e fui aprendendo e conhecendo meus professores e mestres. Aprendia cada vez mais, e quanto mais eu estudava mais cursos surgiam e eu queria fazer.
Acabei me inscrevendo em muitos deles na área de yoga: fisiologia, anatomia, filosofia, pranayama, meditação, etc. E sempre queria participar de eventos, encontros, palestras.
Mesmo com tantos cursos, os grandes aprendizados estão na vivência, ou seja, na hora que praticamos o que aprendemos. Foi assim com a meditação. Mesmo fazendo tantos cursos específicos, assistindo grandes palestrantes, eu só fui aprender e sentir o que era realmente a meditação quando participei de um retiro de um final de semana onde havia 3 horários de meditação diariamente, e eu consegui colocar em prática tudo o que os professores haviam me passado durante todos aqueles anos.
Mas não foi o retiro que me ensinou a meditar. Foi o meu foco naquilo que eu fazia.
Não podemos ter pressa no caminho, tentar pular as etapas para chegar mais rápido ao destino, mas precisamos aprender a apreciar a paisagem, um passo de cada vez, como essa senhora indiana de aparência tão frágil e descalça, que vinha descendo bem devagarinho essa escadaria imensa que levava a uns templos e cavernas no topo de uma montanha em Lonavla.
Quando tirei essa foto logo me veio na mente as palavras: DETERMINAÇÃO e PACIÊNCIA.
É inspiradora, não?

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