quinta-feira, 8 de junho de 2017

Renascendo





Nasci Kin 176 de acordo com o Sincronário Maia, Guerreiro Ressonante Amarelo.
Essa informação chegou em boa hora. Vou adentrar o tempo em ciclos sincronizados com o calendário maia, e assim retomar a essência de quem sou.





Resultado de imagem para kin 176 guerreiro ressonante amarelo











Quem quiser aprender sobre o Calendário Maia sugiro esse site:

Tzolkin 


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Comunicação Não Violenta - CNV

Estou num momento muito especial de seguir o mágico fluxo da vida. E a temática da vez chega através da Comunicação Não Violenta, que é, também, um lindo caminho de Autoconhecimento.
Ainda não fiz o curso, apenas tenho o livro, que não li inteiro, mas que me acompanha e consigo folhear e aprender a cada capítulo ou parágrafo. Também gosto de ler textos de quem já pratica a CNV e assisti vários vídeos sobre o tema.

O livro do Marshall Rosenberg

Mas hoje participei de uma roda de conversa e vivência com o tema e através de alguns exercícios foi bem gostoso praticar essa comunicação, através de erros e acertos.




Lições muito importantes:

1. Observação - trazer o fato sem a minha interpretação (rótulo, julgamento, interpretação, simpatia, antipatia...)

2. Sentimento - aceitar o sentimento como algo natural. Sentir o simples. (raiva, tristeza, alegria...)

3. Necessidades - Descobrir qual a necessidade que existe por trás desse sentimento. Focar no sentimento verdadeiro. Dialogar com as necessidades. (necessidade de atenção, amor, espaço...)

4. Pedido - deve ser concreto, positivo e aberto a ouvir um "não".


"Ninguém nunca te fez sentir raiva ou te irritou."



Isso é libertador, não é mesmo? Afinal EU sou responsável pelo meu sentimento. E o que sinto tem a ver com uma necessidade.
O sentimento é algo natural e precisa ser acolhido para que a gente saiba qual é a necessidade que existe por trás.
Essa investigação é um lindo caminho de Autoconhecimento. A beleza de ouvir as necessidades e poder dialogar com elas através da empatia. Surgem janelas, acontece a conexão.

Dica de leitura para CNV entre Pais e Filhos

Sobre falar Não de forma positiva.


Esses são dois vídeos sobre CNV que eu gosto muito de compartilhar:




Foi bom rever tudo isso que lembrei dos meus primeiros estudos do Yoga e vi que estou nessa espiral do conhecimento que vai se transformando em sabedoria. E a cada volta surgem novos ítens para aprender...e cada vez mais nos aprofundamos.

E aqui os vídeos com o Marshall Rosenberg:



















terça-feira, 18 de abril de 2017

Beatles na India

No final dos anos 60, num momento de crise, os Beatles foram para a India, passar um tempo com o guru Maharish Mahesh, num ashram em Rishikesh. 



Quando estive lá, em 2010, fomos com o grupo de Yoga conhecer o famoso "ashram dos Beatles", atualmente abandonado, onde hoje restaram somente suas ruínas. 
Passamos uma semana muito divertida em Rishikesh, cercados por escolas de yoga, muitos ashrams e o comércio local, onde exercitamos a barganha - um ritual de compra onde pechinchar valoriza o produto para o comerciante, pois mostra nosso interesse. Os macacos agitam o local, pois,  sempre atentos para conseguir comida, eles acabam "assaltando" os turistas desavisados. Uma das colegas teve seus medicamentos ayurvédicos surrupiados por um desses macaquinhos, e na hora, o que a deixou bem nervosa, depois acabou sendo uma lembrança muito engraçada.

Ashram do Maharishi Mahesh (dos Beatles)

Os macacos sempre atentos.

Rio Ganges e uma das pontes de Rishikesh

Rishikesh é conhecida como a cidade do Yoga, pois existem muitas escolas de diversas linhagens na região. Descobrimos que muitos que aqui se intitulam instrutores de Yoga formados na India, na verdade fazem pequenos cursos de uma semana a um mês por lá e saem com um certificado de que estudaram (e se formaram) na India. Eu acabei não fazendo nenhum curso por lá, mas praticava ásanas (posturas de yoga), pranayamas (respiração) e meditação todos os dias com os professores que acompanharam o grupo. E também porque logo que chegamos na India participamos de um Congresso Internacional de Yoga e Ayurveda em Lonavla, com muita troca de saberes e experiências do Yoga pelo mundo afora. Achei muito mais interessante aproveitar o tempo em Rishikesh para passear pelos ashrams, mergulhar no rio Ganges, conversar e aprender com os locais. Foi uma semana de aventuras, introspecção, aprofundamento na cultura, momentos inesquecíveis e lições guardadas com muito carinho.
Uma das lembranças mais lindas foi ao observar os rituais à beira do Ganges com os mantras e oferendas no entardecer. Mesmo sem entender uma palavra, o que eu sentia era inexplicável. Em determinado instante, uma  Luz muito forte e interna despertou em meu coração e sentia envolver todo o meu Ser. Naquele instante, senti um flash de consciência que parou o tempo. Tudo fazia muito sentido: estar naquele lugar, com aquelas pessoas. Entendi o que significava espiritualidade e conexão em minha vida.






Within You Without You

The Beatles
Sgt. Pepper's

We were talking-about the space between us all
And the people-who hide themselves behind a wall of illusion
Never glimpse the truth-then it's far too late-when they pass away.
We were talking-about the love we all could share-when we find it
To try our best to hold it there-with our love
With our love-we could save the world-if they only knew.
Try to realise it's all within yourself
No-one else can make you change
And to see you're really only very small,
And life flows within you and without you.
We were talking-about the love that's gone so cold and the people,
Who gain the world and lose their soul-
They don't know-they can't see-are you one of them?
When you've seen beyond yourself-then you may find, peace of mind,
Is waiting there-
And the time will come when you see
we're all one, and life flows on within you and without you



Dentro de Você, Sem Você

Nós falamos sobre o espaço que dentre todos nós
E as pessoas que escondem ela mesmas atrás da fortaleza da ilusão,
Nunca se tocam da verdade quando já é muito tarde quando elas morrem
Nós falamos sobre o amor que todos nós compartilharíamos
Quando o encontrarmos..tentaremos do nosso melhor para mantê-lo lá
(Com nosso amor)
Com nosso amor nós poderíamos salvar o mundo
Se eles apenas soubessem
Tente perceber que está tudo dentro de si mesmo
Ninguém mais pode fazer você mudar;
E veja que você é realmente muito pequeno
E a vida flui dentro de você
Ou sem você
Nós falamos,
Sobre o amor que tão frio se foi
E as pessoas,
Que ganham o mundo e perdem suas almas
Elas não sabem,
Elas não vêem
Você é uma delas?
Quando você enxergar o seu outro lado,
Então poderá encontrar a paz de espírito que tanto espera;
E a hora chegará quando você ver que
Somos todos um e a vida segue dentro de você ou sem você.

Adoro rever o videoclipe da viagem...Dezembro de 2009 e Janeiro de 2010, linda passagem de minha vida! 



sábado, 15 de abril de 2017

Vidas na sua vida

Encontrei esse filme para assistir no feriado: Lion - Uma jornada para casa. É uma história verídica, a história de Saroo, um menino indiano de 5 anos, que se perde de seu irmão numa estação de trem e vai parar em Calcutá, onde acaba vivendo nas ruas e enfrentando muitas dificuldades até ser adotado por uma família australiana. Depois de 25 anos, ele resolve buscar sua família na Índia, com a ajuda do aplicativo Google Earth.
O filme me trouxe muitas lembranças de minha infância e da viagem que fiz para a India,  mas foi bem intensa a referência que fiz ao caminho do autoconhecimento.  Essa jornada que fazemos em busca do que e quem realmente somos, como se realmente voltássemos para casa. 





Lembrando de minha infância, que parece de uma outra vida de tanto tempo que passou, ainda tenho em minha mente algumas imagens da casa onde vivi até os 3 anos de idade, de algumas cenas, e até das minhas traquinagens.

(A casa onde nasci e vivi até os 3 anos, no colo de minha avó em 1970 e atualmente, no Google Earth)

E depois, quando morei em outra cidade, outra fase de minha vida que guardo muitas lembranças mas que também já ficaram bem distantes. Adoro rever fotos da época, e voltar a sentir as mesmas sensações daquele tempo, muitas vezes lembro através dos sons, do cheiro, ao ver um objeto.
O autoconhecimento nos leva a percorrer  todas as fases da vida a todo instante, pois pode haver alguma ferida aberta, um problema não resolvido ou mesmo um erro de interpretação que pode resultar em confusão e sofrimento dos dias atuais. 
Esse caminho, que é interno e pessoal, ajuda na cura dessas feridas e do mal entendido, que por mais tolo ou pequeno que possa parecer, podem ser a origem de uma doença, de uma dor ou desequilíbrios da vida atual, impedindo que sejamos felizes e saudáveis. 
Ainda hoje eu busco (e trago) na memória muitos acontecimentos dessa época, pois lá estão respostas  e chaves para muitos questionamentos e comportamentos. Todo terapeuta acaba tendo um pouco de Sherlock Holmes. Investigamos tudo. As vidas dentro dessa vida.
Nas terapias quânticas que surgiram nessa nova era, essa busca é feita com muita amorosidade e clareza, mas é preciso cautela com a escolha do terapeuta. Eu busco sempre por indicação e também confiando na minha intuição e capacidade de percepção. Mas basicamente, um bom terapeuta é aquele que cuida de si mesmo em primeiro lugar. E isso é uma lição que aprendi e que procuro utilizar na prática, pois é assim que eu me torno um canal muito mais refinado para servir ao outro.
Vou partilhar mais desse caminho com vocês em breve. 



quarta-feira, 12 de abril de 2017

Meu consultório on-line



Com a proposta de desenvolver meu trabalho como terapeuta integrativa, iniciei um novo caminho para conectar-me com meus pacientes. E assim foi sendo criado um espaço virtual, para trazer mais informações sobre as ferramentas e caminhos de cura utilizados.
Além do Facebook e do Instagram, que já vinha utilizando bastante, resolvi utilizar mais este blog, que já venho escrevendo desde os tempos do Yoga. Atualizarei com maior frequência, e em breve vou começar a publicar alguns vídeos. Mas os vídeos somente para o grupo de estudos, por enquanto. Respeitando meu Eu, meu tempo...

Tudo isso começou quando resolvi fazer os atendimentos via Skype, mas as pessoas ainda estavam com um certo estranhamento e até mesmo um pouco de preconceito por esse tipo de consulta, talvez pela conotação muito formal ou exatamente pelo oposto. Uma consulta assim parecia inibir qualquer conexão entre paciente e terapeuta.
Mas para minha grande surpresa, esse tipo de atendimento já está ocupando a maior parte da minha agenda, e a boa notícia: com muitos resultados surpreendentes e positivos.

Hoje estou muito feliz de ter mais esse canal de conexão, onde não há barreiras para quem realmente deseja trilhar um lindo Caminho de Cura.
Neste link você pode conhecer um pouco de cada caminho, é só clicar nos símbolos. 


terça-feira, 4 de abril de 2017

Inúmeras possibilidades de Cura


A Cura está dentro de cada um de nós. Essa é uma das grandes lições que  eu pude vivenciar e presenciar em várias etapas da minha caminhada. Para curar é preciso saber a origem. E só lá dentro, debaixo de inúmeras camadas de defesa, encontramos a raiz desse problema. Muitos não vão  querer vasculhar, pois existe o temor de que isso seja um monstro imenso e horroroso que nos fará sofrer demais, ou que vá desorganizar tudo, ou que será algo tão devastador que será algo incontrolável.
E, bem ao contrário do que imaginávamos, ao encontrar essa origem damos conta que a expectativa era bem pior e mais exagerada do que a realidade mostrava. O monstro nem era tão grande. A dor nem era tão horrível assim. A desordem causada era totalmente passível de se organizar e arrumar novamente, talvez necessária para que houvesse, enfim, uma mudança. 
Há algum tempo atrás os tratamentos eram bem poucos, e traziam muito sofrimento. E muitos deles nem levavam à cura. O prognóstico nem sempre era otimista. O diagnóstico de algumas doenças era como uma sentença de morte para muita gente. E nesse clima era bem difícil pensar em alguma possibilidade, a não ser que caísse do céu um milagre.
Pois nessas minhas andanças, eu pude conhecer vários caminhos de cura que não eram sofridos nem pessimistas. Mas a base da maioria deles é a autorresponsabilidade. 
Andar com as próprias pernas. Nas peregrinações aprendi muito isso. Cada um com sua mochila, com sua responsabilidade e com suas dificuldades.  E como é saudável isso na vida!
Sim, temos ajuda quando for realmente necessário. E se prestarmos atenção, essa ajuda vem em forma de "milagres caindo do Céu", mas...que nem sempre vemos. Geralmente estamos tão distraídos em ficar contando e recontando nosso drama pessoal e distribuindo queixas e murmúrios pela vida afora, que nem damos conta dos anjos que surgem, das mensagens que passam bem debaixo do nariz, das soluções que se apresentam no cenário do nosso próprio cotidiano.
O silêncio é um grande aliado. Não o silenciar externo, mas aquele silêncio da mente. E então o coração pode falar...Surge a intuição, os insights, as mais incríveis idéias e soluções. 
E não precisa ser algo isolado do mundo e da vida. Experimente se aproximar de um espaço verde, o que comumente chamamos de Natureza, mas que nem damos conta de que somos parte dela. Quando nos conectamos com as plantas ao redor, com a força das montanhas, o fluxo dos rios, o vento, a chuva...percebemos que somos muito mais que esse corpo. Há uma energia que nos une, nos conecta com o Todo. E essa energia nos traz harmonia, paz e um Amor sem fim.
Nesse estado de plenitude encontramos tudo o que precisamos. E é algo tão simples e muitas vezes tão sutil que as pessoas não acreditam, não confiam. Porque nessa vida para ser algo confiável é preciso ser complicado, comprovado cientificamente, volumoso e de preferência bem caro! 
Os caminhos de Cura baseados no Amor, na força da Natureza e na Autorresponsabilidade são os que mais me trouxeram felicidade. Mas sempre foram muito simples, sutis, delicados e muitas vezes sem valor em dinheiro, mas algo muito maior que isso! 
Com toda essa vivência aprendi a criar um grupo de pacientes realmente interessados nessa jornada, afinal descobri que tenho esse poder de criação e escolha. Pacientes que vêm em busca de um milagre de minha parte já são "reprovados" logo na primeira consulta, pois eu não sou mágica, nem vendo milagres. Mas aqueles que vem com presença, responsabilidade, disciplina e amor no coração e precisam de ajuda para encontrar o caminho, esses logo encontram a chave para a grande aventura. E eu amo acompanhá-los nessa andança mundo afora...É um multiplicar de conhecimentos através da Sabedoria compartilhada nesses processos de cura. 
E estou apenas começando a entender tudo isso. Assim parei de desviar minha atenção e energia com a massa que nem se preocupa com seu próprio bem estar, não confia no próprio potencial e sente uma forte dependência de pseudo-soluções científicas. 
Dedico esse texto a todos que estão nessa linda Jornada e que, como eu, se comprometeram a não se abandonar mais! 



(Macchu Picchu, Setembro de 2013)




quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Hanuman

Hanuman, o Deus-Macaco do hinduísmo, representa o Poder e a Força associados ao Servir e à Humildade.
É conhecido como aquele que traz coragem, sabedoria, valentia, força, humildade em devoção ao Divino. Sua mente age a partir de sua Divindade interna, não se deixando contaminar com as  doces ilusões do ego. Assegura a vitória da Verdade diante de situações difíceis na vida. Traz Proteção.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

China - viagem de Estudos, Descobertas e Amizade


Desde que comecei a estudar a Medicina Chinesa, um dos meus sonhos seria conhecer a terra, o povo e os costumes de onde surgiu tanto conhecimento e sabedoria. Porque a medida que um aluno se aprofunda nesses estudos percebe que muitas informações acabam sendo distorcidas, seja através dos livros que passam por vários tradutores e interpretações, até mesmo por quem ensina, pois uma palavra, uma vírgula que se mude num texto, muda totalmente o significado. E ao surgirem essas afirmações tão contrastantes, surgem muitas dúvidas, que levam o aluno a buscar por respostas. Alunos buscadores que querem ver a realidade em sua essência, ver a fonte. Felizmente eu faço parte de um grupo de estudos maravilhoso (Acuterapia) que está nessa busca. Muitos dos que nos ensinam gostam de pesquisar a veracidade na origem, estudando os Clássicos, mas ao mesmo tempo ensinam como contemporizar esses conhecimentos milenares para a modernidade atual. E nada melhor do que ter me especializado em Cuidados Integrativos para saber unir esses dois mundos sem perder as raízes. E foi assim que me abri para essa possibilidade: atravessar o planeta para conhecer as origens dessa medicina milenar e desvendar os mitos que fantasiam tanto esse mundo das agulhas.




Planejei essa viagem com certa antecedência, mas sem conhecer o grupo, o país em que iria desvendar, eu já tinha tanta certeza que seria algo maravilhoso e inesquecível, que nenhuma sombra de preocupação surgia. Era só ir seguindo as instruções e aguardar o dia de partir. De São Paulo somente iriam a líder do grupo: professora Sílvia Ferreira, e eu. Os outros colegas eram de vários lugares do Brasil: Paraíba, Porto Alegre, Minas Gerais, Santa Catarina. Ao longo da viagem fomos nos entrosando e em poucos dias estávamos integrados e nos divertindo muito. Viajar assim, de alma aberta é libertador! A primeira parte da viagem começa em Beijing (Pequim), onde vamos nos adaptando ao fuso horário (+11hs). Com uma guia local (Claudia da China) passeamos pelos principais pontos turísticos e vamos nos adaptando ao seu portunhol e as aulas de mandarim para sobrevivência durante os trajetos de van. Nunca mais esqueceremos como se fala banheiro graças a pronúncia aos berros do nosso colega Fernando (o de barba), que imitava perfeitamente um chinês (risos).


Brinde no primeiro jantar em Beijing
A alimentação na China não foi problema. Logo que chegamos fomos comer pizza, e não era nada ruim. Fomos comer num centrinho perto do hotel que se chama Sanlitun e tem todas as lojas de grifes conhecidas e muitas baladas. A noite em Sanlitun era bem agitada e divertida, mesmo tendo aproveitado pouco. 

 
Sanlitun

No início até que deu para encarar esse café da manhã que mais parecia um almoço (esse "pãozinho" chinês vinha recheado com verduras):


Café da manhã


Comidas exóticas, esquisitas, só mesmo se você estiver a fim, porque há uma variedade imensa de alimentos ocidentais, redes de fast food americanas e muitas praças de alimentação em centros de compras.
Faz parte do pacote turístico a ida a alguns restaurantes típicos, que acabam parecendo um aquário gigante ou uma pet shop (tal a variedade de animais exóticos expostos). Mas como sou vegetariana fiquei no arroz branco com brócolis e verduras cozidas. 

Os espetinhos de escorpião e outros insetos só se encontra nas feirinhas típicas. Felizmente uma delas acabou fechando pois não conseguiram renovar o contrato e também pelo tumulto e confusão que geram nas ruas do comércio local.

Comidinhas exósticas (Escorpião) e típicas (Bolo da Lua)

Os passeios em Beijing debaixo de muito sol, calor e muitas escadarias. Na Muralha da China fomos num trecho que exigiu preparo físico para subir muitos degraus. Eu, Nicolas e Fernando fomos os bravos  heróicos  (sobreviventes) que chegaram ao Forte 12!

Muralha da China

Templo do Céu



Tumulos Ming



Arte e Contrastes


Sonho e Diversão



Espiritualidade e Desafios





Esse lugar tem o maior telão de LCD do mundo. The Place, em Beijing. (www.theplace.cn). 
Saiba mais aqui











Depois de nos adaptarmos ao fuso, alimentação e clima da China era hora de partir para Nanjing a 1200km de Beijing. Fomos de trem bala, outra aventura. É uma divertida confusão para não pegar a fila errada e não parar em um trem errado. Tudo era novidade e divertido.




Estudar em Nanjing  é um privilégio! A Universidade de Medicina Chinesa de Nanjing recebe estudantes do mundo todo em busca de aprofundamento na Medicina Tradicional Chinesa. Grandes nomes da MTC de outros países estudaram e estudam nessa universidade.
Temos oportunidade de escolher os temas das aulas e conhecer de perto o trabalho de grandes profissionais em diversos hospitais e clínicas.



Engraçado como eu já havia sonhado com esse corredor da universidade...
Dr. Tao, renomado médico e professor da Universidade de Nanjing.



Temos aulas diariamente durante um período e estagiamos no outro. A turma se dividia em dois grupos para não tumultuar as salas de atendimento que já eram bem aglomeradas de pacientes e médicos.

Moxabustão no casco de tartaruga (na China a tartaruga é um prato típico)

Moxabustão no suporte (óculos) para tratar problemas oculares.

Nossa turma na Universidade de Nanjing

Estagiando no hospital - Osteopatia Chinesa

Estagiando numa clínica no setor de Ortopedia

Estágio - tratamento de sequelas de AVC

Estágio no hospital - Tuiná e Osteopatia Chinesa




Fomos bem recebidos nos hospitais, no começo ficávamos perdidos no meio de tantos pacientes e correria dos médicos. É muita gente mesmo! Sempre havia um médico disponível para nos mostrar, explicar e ensinar. Tivemos muita sorte pois nem sempre é assim. Dessa vez acho que simpatizaram com o grupo e atenderam todas as nossas solicitações, na medida do que era possível, pois a demanda nesses hospitais é uma loucura!
A cidade onde ficamos tem um clima de cidade universitária, muitos estudantes estrangeiros para todo lado, um clima jovial, clima de festa todos os dias. Mas ao mesmo tempo há o tradicional contrastando com toda essa modernidade e ocidentalização.

Pelas manhãs a partir das 6 horas, começam as atividades nas praças e parques. Fazíamos esse "sacrifício" de acordar bem cedo e sair antes do café da manhã para conhecer a rotina dos chineses que vivem nos arredores. Essa foi uma outra escola (da vida, do cotidiano) onde aprendemos muito sobre a saúde e a cultura dos chineses.

Dancinha em fila para exercitar braços e pernas

Nossa amiguinha de 86 anos que fazia embaixadinha com peteca. 




Turma que acorda animada logo cedo






E depois das aulas e estágios nós ainda íamos a um parque local  perto da Universidade, onde fazíamos aulas de Qi Gong de Wudang com a Sara Faustino, nossa querida tradutora, de Portugal.
Apesar de cansados essa prática nos reenergizava, e parte da turma até tinha pique para esticar na noite de Nanjing, também muito animada.
No dia seguinte, contavam as aventuras da noite para quem não foi: desde pegar um taxi e não entender por que o taxista gritava e gesticulava, e a farra de cantar num karaoke chinês a música brasileira mais famosa (para os chineses) a do Michel Teló...






Um dia chegamos ao parque onde elegemos nosso cantinho de práticas de Qi Gong e encontramos esse ensaio ou seria, apresentação...Surpresas da China! 








(continua...)







quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Mente e Pensamentos


O poder da mente. Com a mente, posso criar a realidade em que vivo através de pensamentos de alegria ou de tristeza, sucesso ou fracasso, saúde ou doença. 
E muitas vezes as pessoas se encontram imersas num emaranhado de pensamentos, crenças, imagens, suposições que levam à criação de um cenário hostil, com muitos obstáculos e dificuldades geralmente sem uma solução.
Através do caminho de autoconhecimento, ao simplesmente se observar, essas mesmas pessoas podem encontrar um novo padrão de pensamento ou passam a enxergar o problema ou situação através de um novo olhar, de outro viés.
E essa mudança de percepção e de pensamentos vai mudando todo esse cenário.
Toda mudança depende de uma escolha, e a cada escolha uma responsabilidade. Nem todo mundo quer assumir essa responsabilidade, então entrega seu poder a um outro alguém. E entregar o poder de escolha a outra pessoa pode levar a uma consequência muito desagradável.




A influência externa pessimista nas decisões de como me sentir, o cenário em que me situo desfavorável, até mesmo um dia chuvoso pode arruinar meu estado de espírito. Mas isso só acontece realmente se eu estiver desconectada da fonte.
Outro dia mesmo eu achei que estava fora de um contexto num grupo. Sabe aquela sensação de peixe fora d'água? E essa sensação e os pensamentos que vieram depois foram me deixando apertada, medrosa, preocupada.
Então eu me observei e percebi o que estava acontecendo e busquei me conectar com a fonte, me alinhar comigo mesma. Nesse momento fui conseguindo distinguir a realidade dos meus pensamentos que só eram suposições.


Costumo me alinhar de várias formas: meditando, silenciando, ouvindo uma música que gosto muito, com meus florais, e ultimamente com meus jogos terapêuticos.
Nessa situação em especial eu fiz meu alinhamento com o Jogo Miracle Choice, do post anterior.



Colocando minha intenção de alinhamento no jogo eu consegui logo me conectar com o Amor, e logo pensamentos de encorajamento, confiança e determinação surgiram em minha mente.
E logo fui colhendo a devolutiva do grupo, aquele que eu me achava o tal peixe. E foram só palavras positivas, verdade, conexão. Exatamente o que eu estava emanando! 




sexta-feira, 15 de julho de 2016

Jogo Miracle Choice

E a vida me levou para esse caminho onde encontrei um lindo jogo.
Ao utilizá-lo nas sessões com meus pacientes abrimos caixinhas onde foi possível encontrar muitas possibilidades e insights que levavam para a cura.
Meu primeiro contato com o jogo foi em 2015, ainda todo original, em inglês. O marido gostou tanto na palestra que me presenteou com o tabuleiro.
Este ano acabei de finalizar a certificação que durou 3 meses, e este vídeo fez parte desse processo.
Recebo muitas pessoas em meu espaço que jogam individualmente e também organizo jogos em grupo. São experiências de crescimento e desenvolvimento através de uma jornada evolutiva num jogo de tabuleiro. Difícil explicar...é melhor você experimentar!





domingo, 10 de julho de 2016

Medicina Chinesa



Quando estive na India, no final do ano de 2009, fomos a um hotel indiano perto do ashram em Lonavla para buscar informações sobre a festa de Reveillon para estrangeiros, onde nós ocidentais iríamos celebrar a passagem de ano à nossa maneira.
Nesse dia no café bar do hotel, um indiano de turbante estava lendo as mãos, e eu e minhas companheiras de viagem não iríamos perder essa oportunidade. Na ocasião eu estava cursando a pós graduação em Yoga e estava prestes a terminar um módulo de Yogaterapia. Ao ler minha mão ele disse que eu estava no caminho mas que ainda estudar muito, pois eu ia encontrar muitas formas de ajudar as pessoas a buscarem sua cura.
Previsões e crenças à parte, levei essas informações comigo. Mal sabia eu que o Yoga e a viagem para a Índia era apenas o começo. Nas muitas andanças eu descobri muitos estudos fascinantes. Participei de muitos workshops, seminários, congressos, e o que gostei foi da grande variedade e riqueza desses caminhos e escolhas, das pessoas maravilhosas e com muita sabedoria que tive a oportunidade de encontrar,  e da abertura de muitos outros caminhos e portais que me levaram a um outro patamar de conhecimento.
O blog continua se chamando Japa na India, pois foi lá que despertei para essa nova fase da vida. Mas minhas andanças não param. E reativarei os posts aqui no blog pois eu andei relendo e revendo minha trajetória e a sensação foi muito boa.
Minha base ultimamente tem sido a Medicina Tradicional Chinesa, mas eu andei descobrindo novas terapias que aliadas às milenares terapias orientais temos obtido excelentes resultados.
Voltando ao Revéillon, depois de um lindo Puja (ritual) do swami do Ashram, no dia 31 de dezembro com uma linda Lua Azul no céu, a festa  que fomos celebrar a passagem foi um dos momentos mais engraçados daquela viagem. Nós ocidentais fomos vestidos como indianos e os indianos foram vestidos como ocidentais. Mas as danças e música eram as típicas de Bollywood, com aquele movimento de balançar a cabeça. Uma festa realmente inesquecível onde tudo parecia cena de um filme.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Viver de verdade

Uma das maneiras mais inteiras de se viver é estar na sua verdade. Buscar seu caminho sem querer agradar o mundo em primeiro lugar. Viver o momento.
Essa jornada tem me ensinado muito sobre como ser melhor aceitando a vida que escolhi!



Sobre o Arrependimento:

terça-feira, 17 de março de 2015

Gratidão, Professor Hermógenes

No último dia 13 de Março o querido professor Hermógenes fez sua passagem. Agora segue numa nova jornada.




Fica a saudade e as boas lembranças de um Ser maravilhoso que tão bem representou o Yoga no Brasil e no mundo. Publicou livros valiosos, com muita riqueza e se tornou referência.
Tive aula na pós de Yoga na FMU, assisti a várias de suas palestras. Uma pena nunca ter ido a um de seus retiros. Deveria ser uma daquelas experiências únicas na vida.
Em breve teremos um documentário sobre ele, já em fase de finalização.

Gosto muito desse vídeo, deixo aqui como homenagem e profunda gratidão.









sábado, 22 de novembro de 2014

Gayatri Mantra com Satya Sai Baba

Este mantra surgiu num momento muito especial e sempre que surgem momentos marcantes em minha vida ele se faz presente.
Só tenho a agradecer...Ele honra o sagrado em mim, o Divino, o silêncio, a paz.



Um mantra poderoso e sagrado: Gayatri Mantra.




Sai Baba ensinando o Gayatri Mantra em 1989. (parte I)



Sai Baba ensinando o Gayatri Mantra em 1989. (parte II)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Autoconhecimento

O autoconhecimento faz parte do caminho do Yoga. Como já expliquei anteriormente sobre Yamas e Niyamas, o Svadhyaya é um dos passos que nos ensinam a lidar com nossos valores internos, e nada mais é que o auto-estudo. Isso é um passo essencial para aprendermos a interagir com o meio. Mas este estudo exige que se aplique o conhecimento adquirido, ou seja, se ficar somente na teoria esse estudo vai trazer muitas limitações e uma mente cada vez mais fechada.
A minha escolha para fazer esse estudo de mim mesma foi através do Pathwork, que já contei aqui.



E como gosto de compartilhar meu caminho com vocês, resolvi escrever aqui no blog agora que acabei de chegar de mais um módulo de formação. Ficar uma semana fora de casa,  estudando com meus colegas em meio a natureza, num ambiente de muita paz, muita liberdade de expressão e muitas partilhas e vivências.



Sempre que vamos para essa semana de estudos, além de preparar o material antecipadamente lendo as palestras, resumindo, exercitando, temos de preparar uma intenção. Esta intenção será trabalhada ao longo da semana dentro de mim mesma.
É muito interessante perceber esta dinâmica movimentando as idéias, quebrando paradigmas, desfazendo imagens errôneas e surgindo muitos insights sobre a vida, sobre os problemas, sobre as pessoas. Tudo vai se esclarecendo.
Este módulo pude trabalhar bastante, interagi muito com meus colegas, e fiz muitas descobertas.

E sem querer trabalhei muito a minha maternidade, sem me atentar que este domingo é o dia das Mães. Fui atrás da minha essência como mãe, e me desvencilhei de muitos papéis extras que eu vinha exercendo e que estavam me sobrecarregando. Isso me trouxe  além de leveza e muita paz de espírito, uma tranquilidade e uma grande certeza para continuar meu caminho nessa missão tão linda.
A maternidade me fez fazer escolhas que na ocasião eu não podia compreender bem o que representava, mas me deu uma força descomunal e uma coragem para enfrentar todo e qualquer obstáculo da vida. Hoje, com tudo o que vivi e aprendi pude enxergar que uma das melhores lições foi saber escolher com meu coração. Porque o racional nessa hora atrapalha muito, querendo apenas a praticidade e o imediatismo. Na maternidade não existe isso. Tudo tem que ser feito com muito carinho e atenção, no seu tempo.
Eu agradeço muito essa oportunidade que tive de ser mãe. Tenho dois filhos que me ensinam muito desde que foram gerados. São luzes em minha vida.

Mudei meus valores, abri minha mente, defendi minha criação. Sei que não fui perfeita, cometi muitos erros, mas como ser humano que sou, sempre que pude tentei corrigir cada um. Tive compaixão comigo mesma e pude crescer com essa determinação.
E cada vez que vejo os resultados positivos eu sei que a vida está me dizendo que estou seguindo na trilha certa. Pois o coração pulsa com a vida e eu sinto uma imensa e deliciosa expansão! Yupi!


( Meus filhos queridos, que hoje estão com 18 e 20 anos)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Peru: espiritualidade, amizade, acolhimento.



Nunca imaginei que seguir um chamado fosse me levar a lugares e experiências tão incríveis, tão mágicas, inesquecíveis.
Esse foi o ano da CURA, chegava a hora de eu ter essa certeza, de que esse seria meu caminho a partir de então. E a resposta veio nessa viagem, de uma forma tão inesperada, tão especial e carinhosa, que só tenho a agradecer por ter recebido um presente tão maravilhoso.
Do grupo eu só conhecia o líder, prof. Marco Schultz, com quem faço retiros de Yoga todo ano. Quem eu iria encontrar, com quem eu iria compartilhar essa experiência era uma incógnita. Mas minha alma estava aberta para o novo, eu estava me preparando para essa viagem há algum tempo e se realmente temos o poder criativo, eu poderia esperar somente o melhor grupo de pessoas, selecionados a dedo. Cada um com uma história de vida incrível. E assim foi.
Quando chega a hora, todo o Universo conspira e as pessoas certas, no lugar certo, no tempo certo se encontram. Os passos se acertam, os ponteiros do relógio sincronizam-se uns com os outros.
Almas amigas se reencontrando, festejando e celebrando a Vida.
O primeiro obstáculo foi o mal estar devido a altitude, 3400m acima do nivel do mar. Cansaço, dor de cabeça, falta de ar. Mas tudo suportável, pois eu nem precisei me medicar. Folhas de coca: mascava o tempo todo ou tomava chá. Isso aliviava muito e ajudou na adaptação do corpo em relação à altitude e às caminhadas.
O turismo local, visitando diversos monumentos e ruínas com inúmeros degraus foi o nosso treinamento de condicionamento físico nessa primeira etapa da viagem. A dificuldade em respirar deixava todos nós ofegantes, e isso é muito interessante pois eu me percebia muito mais. Sair da zona de conforto e se perceber...
A segunda etapa foi um preparo para a trilha nas montanhas. Ficamos hospedados num lugar muito especial, parecia estar num sonho, jardins floridos e coloridos, borboletas, abelhas, beija-flores...
Diariamente a cada atividade proposta aprofundavamos mais e mais na experiência do Ser. O contato com o xamanismo trouxe muitas informações e revelações sobre minhas muitas vidas. Mas o contato diário com a Natureza e toda essa troca de energia, no silêncio, trouxe minha Essência de volta.


O labirinto no Chakra Garden

A sala de prática de Yoga em frente a uma árvore milenar de Lucuma nos lembrava da nossa humilde existência e o quanto temos de praticar a gratidão em nosso cotidiano.
Meditar nos jardins, e viver a solitude em vários momentos, sem ser importunada com nada, que bênção!
O carinho vinha de todos os lados. Havia amor no ar que respirava, do chá de ervas frescas sempre a postos, a cama aquecida todas as noites com uma bolsa de água quente, a hora das refeições, sempre pontuais em seu cerimonial. Era o momento do encontro do grupo, e momento de encontrar o alimento, vindo a cada dia de uma forma diferente, numa sequência e no carinho dos detalhes que era sempre uma surpresa: uma florzinha comestível no canto do prato, uma montagem toda especial no prato colorido. 
Antes de partir para a trilha nas montanhas, muita oração, muitas partilhas do grupo, muitas lágrimas e emoções afloravam, um ritual do fogo com tambores e muito silêncio. Ouvimos a noite. Ouvimos a Natureza.
E chega o dia de dar a largada para a nossa trilha de Salkantay. A nossa relação com o mundo surge quando caminhamos pela trilha carregando a mochila nas costas. Quanto de essencial e quanto de supérfluo estou carregando nas costas? 
No acampamento de Salkantay a prévia para decidirmos quem ia para a trilha foi a visita ao lago Humantay. Uma subida árdua, apenas uma amostra do que seriam os próximos dias. O visual desse lago é algo indescritível. Todo mundo se acabou de chorar quando chegou lá! 

Lago Humantay - uma visão do Paraíso

Uma equipe prestativa estava sempre a postos nos acampamentos e no fim do grupo, com os cavalos. E como era importante a ajuda do outro na hora de atravessar uma ponte, uma cachoeira. E o fôlego sempre no limite, ajudando a lembrar quem eu era, onde eu estava.
Fazia muito frio perto das montanhas nevadas. As subidas eram desafios para o coração que acelerava junto com a respiração, e tudo ficava muito intenso. Por isso eu senti que lá resgatei minha força e minha coragem. As montanhas, os Apus, representam a força. E caminhar entre elas era como ser criança novamente no meio de uma multidão de adultos. 
O pico estava a 4600m de altitude. Ar rarefeito. E muito frio. Foi só chegar, meditar e agradecer por ter conseguido chegar lá no topo e tirar uma foto, pois em poucos minutos uma névoa e um frio gigante chegou e não se via mais nada.


Foto do grupo lá no alto da trilha de Salkantay a 4600m de altitude. 
(Eu de azul)

Em alguns trechos cada um segue seu próprio ritmo, então eu me via sozinha naquela imensidão de estrada, mas sempre com a certeza de que meus companheiros peregrinos estavam logo mais a frente ou vinham logo atrás, inclusive os cavalos de apoio.
Os pés cansados e doídos, a respiração sempre ofegante, e o silêncio das montanhas. E nos acampamentos éramos sempre acolhidos, com comidinha sempre quentinha, chá de coca e sempre uma sobremesa.
Tivemos muitos presentes ao longo do caminho. Paisagens maravilhosas, um visual de sonho, inesquecível para toda a eternidade. Borboletas, flores, frutos, muito verde e o rio sempre nos acompanhando...The river is flowing...

As montanhas nos cercando o tempo todo e dizendo como éramos fortes!

A chegada da trilha foi linda. Ainda não era em Machu Picchu. mas a revoada de borboletas sobre aquela pequena queda d'água foi uma cena de glória para cada um de nós que aceitou o desafio e ali se cumpriu.
A próxima etapa era chegar em Macchu Picchu, a 2400m do nível do mar. E quem escolheu chegar a pé pelos trilhos do Trem seriam mais 10km. De pensar que a cidade perdida dos Incas está bem escondida, avistar alguns dos seus terraços por esse caminho é bem interessante. Pequenos achados.
A cidade de Águas Calientes onde nos hospedamos é bem turística, foi aquela festa a nossa chegada, reencontrar com a turma que não fez a trilha nem a chegada pelos trilhos do trem. Aos poucos fomos nos sintonizando novamente com a civilização: wifi, internet, telefone, skype...
Entrar nas ruínas de Macchu Picchu foi o nosso troféu, um grande presente por ter realizado todo esse trajeto da peregrinação. É estranha a sensação de andar naquilo que já foi um local habitado, povoado, com muita história. Para quem tem um pouco mais de sensibilidade é possível sentir a energia do local.


Wayna Picchu, aquela montanha ao fundo e o nosso grupo.

Para finalizar, a cereja do bolo foi subir a montanha Wayna Picchu, que é a montanha que aparece ao fundo nas fotos de Macchu Picchu ( 2.720m do nível do mar). Suadouro chegar lá no topo, mas foi rápido. O coração bate a milhão, como num treino intenso na aula de spinning.
E realmente valeu a pena essa escalada. O visual lá de cima é incrível. Macchu Picchu fica uma cidade de formiguinhas vista lá de cima.
Mas o mais lindo e que me deixou em êxtase total foi ver aquela revoada de borboletas de todas as cores lá no pico da montanha.
E parando por alguns instantes só fui recapitulando tudo o que passei ao longo do ano, o que fiz desde que ouvi esse chamado da viagem, as tristezas e alegrias de toda a minha vida...Uau! Inenarrável! 

 Era possível sentir a energia dos locais. Muitos altares e templos de cura.


 Um grupo de pessoas muito especiais, como um reencontro de velhos conhecidos. Vai saber...


"The river is flowing, flowing and growing
The river is flowing down to the sea...
Pachamama, carry me, your child I will always be
Pachamama, carry me, back to the sea...

O rio está fluindo, fluindo e crescendo
Fluindo para o mar...
Pachamama cuida de mim, sua filha sempre serei
Pachamama, me leve, de volta ao mar..."


Não foi uma viagem, mas uma linda peregrinação. 
Quanto aprendizado, quanta amizade, quanto amor...gratidão!
Muitas lições na bagagem...e tudo o que é supérfluo simplesmente descartado. Simples assim!